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Suzuki garante Japão nos 16 avos, e Brasil será o rival na Copa

Goleiro japonês foi o destaque no empate contra a Suécia e agora encara Neymar e companhia na fase eliminatória

Por Redação Rumo ao Hexa

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Suzuki garante Japão nos 16 avos, e Brasil será o rival na Copa

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O goleiro Zion Suzuki foi o nome da classificação japonesa para os 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. Com uma atuação segura debaixo das traves, ele segurou o empate sem gols contra a Suécia no Lumen Field, em Seattle, e agora o Japão encara o Brasil em um confronto que promete testar os limites do jovem arqueiro.

A partida, válida pela última rodada do Grupo E, colocava frente a frente duas seleções com ambições distintas. Os suecos precisavam vencer para seguir no torneio, enquanto um empate bastava para os Samurais Azuis. O técnico Hajime Moriyasu montou uma equipe extremamente compacta, com uma linha de cinco defensores quando sem a bola, e apostou no contra-ataque — que raramente chegou a ameaçar o goleiro adversário.

Como o Japão sobreviveu ao bombardeio sueco?

Desde o apito inicial, a Suécia assumiu o controle da partida. A posse de bola chegou a 68% no primeiro tempo, com Viktor Gyökeres e Alexander Isak levando perigo constante. Foram 17 finalizações suecas ao longo dos 90 minutos, contra apenas 4 japonesas. Desses 17 tiros, 9 foram na direção do gol — e Zion Suzuki defendeu todos.

A sequência mais dramática aconteceu aos 78 minutos, quando Isak apareceu livre dentro da área e finalizou à queima-roupa. Suzuki, com reflexo felino, espalmou para escanteio. Três minutos depois, Gyökeres cabeceou firme no canto, mas o goleiro do Parma voou para fazer uma defesa dupla. A torcida japonesa em Seattle explodiu como se fosse um gol.

O Japão, mesmo acuado, não se desorganizou. Os zagueiros Takehiro Tomiyasu e Ko Itakura comandaram a linha defensiva, e o volante Wataru Endo foi um leão na marcação. A estratégia deu certo: bastou o zero a zero para carimbar a vaga nos 16 avos com 5 pontos, atrás da líder França (7).

Quem é Zion Suzuki, o goleiro sensação?

Zion Suzuki, de 23 anos, não é mais uma promessa — é uma realidade. Revelado pelo Urawa Red Diamonds, foi para o futebol europeu aos 19 anos, primeiro no Sint-Truiden, da Bélgica, e depois no Parma, onde se firmou na temporada 2025-26. Com 1,90m de altura, o goleiro chama atenção pela elasticidade e pela segurança no jogo aéreo.

Na Copa de 2026, Suzuki já havia sido decisivo na vitória sobre o Canadá (1 a 0) e no empate contra a França (1 a 1). Contra a Suécia, atingiu seu ápice. Ao todo, nas três partidas da fase de grupos, realizou 16 defesas e sofreu apenas 2 gols — números de goleiro de elite.

O que esperar do duelo contra o Brasil?

O Brasil chega aos 16 avos de final com status de favorito absoluto. A seleção comandada por Dorival Júnior fez 7 pontos no Grupo H, goleou a Nova Zelândia por 4 a 0 e empatou com a França em 2 a 2, com Neymar, Vinicius Junior e Rodrygo em grande fase. O ataque é o ponto forte: foram 9 gols marcados em três jogos.

Historicamente, Japão e Brasil nunca se enfrentaram em mata-mata de Copa. O único encontro em Mundiais foi em 2006, na fase de grupos, com vitória brasileira por 4 a 1. Mas aquele Japão era outro. Hoje, a equipe de Moriyasu tem organização tática e um goleiro capaz de milagres.

Para parar o Brasil, o Japão precisará repetir a disciplina defensiva exibida contra a Suécia, mas com uma dose extra de ousadia. Os laterais Hiroki Ito e Yukinari Sugawara terão de conter as investidas de Vini Jr. e Raphinha, enquanto Endo e Hidemasa Morita tentarão diminuir o espaço de Neymar, que atua como um falso 9.

A principal arma japonesa deve ser a bola parada. Nos três jogos da fase de grupos, o Japão criou pouco, mas levou perigo em escanteios e faltas laterais. O zagueiro Tomiyasu, de 1,88m, é uma ameaça na área adversária.

Abaixo, uma comparação dos números da fase de grupos entre as duas seleções:

SeleçãoPosse de bola médiaGols marcadosGols sofridosFinalizações por jogo
Japão38%328
Brasil59%9317

Fica claro o desequilíbrio ofensivo. Mas a pergunta que fica: o Japão conseguirá anular o poderio brasileiro por 90 minutos? A resposta passa diretamente pelas luvas de Zion Suzuki.

O Japão pode surpreender o Brasil?

Sim, se o roteiro for semelhante ao do jogo contra a Suécia: sofrer, defender e contar com um goleiro inspirado. A diferença é que o Brasil tem mais repertório e jogadores capazes de decidir em um lance. Se Suzuki repetir as 7 defesas que fez contra os suecos, os Samurais Azuis podem sonhar. Do contrário, a lógica deve prevalecer.

Por que o Japão não conseguiu criar chances contra a Suécia?

A prioridade japonesa era não perder. Com apenas 32% de posse de bola, a equipe renunciou ao ataque para proteger a vantagem do empate. Os dois centroavantes, Ayase Ueda e Shuto Machino, praticamente não tocaram na bola no campo ofensivo. Contra o Brasil, a tendência é que o Japão tenha ainda menos posse, então a eficiência nos poucos contra-ataques será vital.

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Se eu aumentar o número de defesas do Suzuki, o Japão vence o Brasil?

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*Este conteúdo tem caráter informativo. Apostas envolvem risco. Se precisar de ajuda, ligue para o CVV: 188.*

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