Qual a maior sequência de vitórias da história das eliminatórias da Concacaf?
Os números que colocam a USMNT entre as maiores dinastias da região.
Por Redação Rumo ao Hexa

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A maior sequência de vitórias da história das eliminatórias da Concacaf pertence ao México, que venceu 11 partidas consecutivas entre 2004 e 2005, um recorde absoluto na região. A seleção canadense também ostenta uma marca impressionante com 11 vitórias seguidas entre 2021 e 2022, igualando o feito histórico. A USMNT, com oito triunfos em sequência entre 2021 e 2022, não alcança esse topo, mas essa campanha a coloca entre as cinco maiores dinastias das eliminatórias desde que a Concacaf adotou o formato de grupos na estrada para a Copa do Mundo.
Os números revelam mais do que uma simples contagem. Eles expõem a evolução do futebol na América do Norte, Central e Caribe. Enquanto o México construiu sua hegemonia em um período de menor concorrência — com adversários como Trinidad e Tobago e Panamá ainda em fase de desenvolvimento —, o Canadá de 2021-2022 derrubou potências estabelecidas como Estados Unidos e México em casa e fora. A sequência canadense incluiu vitórias sobre as três seleções que foram à Copa de 2022 (Canadá, México e EUA), algo que a marca mexicana não conseguiu reproduzir com a mesma intensidade.
Já a USMNT, sob o comando de Gregg Berhalter, transformou um elenco jovem em uma máquina de resultados. Christian Pulisic, Weston McKennie e Tyler Adams lideraram uma campanha que trouxe nove vitórias em 14 jogos, mas o destaque foi a série de oito triunfos consecutivos que só foi interrompida por um empate fora de casa contra o México. Esse momento, no Estádio Azteca, foi um divisor de águas: mostrou que os americanos não apenas venciam, mas o faziam com autoridade, mesmo no território mais hostil da região.
Qual é o recorde absoluto de vitórias consecutivas nas eliminatórias da Concacaf?
O recorde absoluto é de 11 vitórias consecutivas, dividido entre México (2004-2005) e Canadá (2021-2022). A marca mexicana durou de 19 de junho de 2004 a 7 de setembro de 2005, começando com um 10 a 0 sobre Dominica e terminando com um 3 a 0 sobre o Panamá. O Canadá empatou essa sequência entre 2 de setembro de 2021 e 27 de setembro de 2022, incluindo uma vitória por 2 a 0 sobre os EUA em Hamilton e um 2 a 1 sobre o México no Estádio Azteca.
Abaixo, um comparativo direto entre as duas campanhas históricas:
| Seleção | Período | Vitórias | Gols Marcados | Gols Sofridos | Adversário da Quebra |
|---|---|---|---|---|---|
| México | Jun 2004 – Set 2005 | 11 | 38 | 3 | Trinidad e Tobago (derrota 2-1) |
| Canadá | Set 2021 – Set 2022 | 11 | 25 | 4 | Uruguai (amistoso, derrota 2-0) |
Perceba a diferença no contexto. O México enfrentou adversários como Dominica, São Vicente e Granada — seleções que raramente chegavam à fase final das eliminatórias. O Canadá, por outro lado, encarou potências da Concacaf como Estados Unidos, México e Costa Rica, além de Jamaica e Panamá em ascensão. Isso não desmerece o recorde mexicano, mas ajuda a entender por que a sequência canadense é considerada por muitos analistas como a mais impressionante da história da confederação.
Como a sequência da USMNT se compara às maiores da história?
A USMNT atingiu oito vitórias consecutivas entre 2 de setembro de 2021 e 2 de fevereiro de 2022. Essa série coloca os americanos atrás apenas de México (11), Canadá (11) e Costa Rica (9 em 2013-2014). A quinta posição histórica pertence a Honduras, com sete vitórias seguidas em 2008. Olhando para a tabela abaixo, fica claro que os EUA nunca haviam chegado tão longe em uma única campanha eliminatória:
| Posição | Seleção | Vitórias | Período |
|---|---|---|---|
| 1 | México | 11 | 2004-2005 |
| 1 | Canadá | 11 | 2021-2022 |
| 3 | Costa Rica | 9 | 2013-2014 |
| 4 | Estados Unidos | 8 | 2021-2022 |
| 5 | Honduras | 7 | 2008 |
Os oito jogos da USMNT incluíram vitórias sobre Honduras (4-1 fora), Jamaica (2-0 em casa), Costa Rica (2-1 fora), México (2-0 em casa) e Panamá (1-0 fora). A sequência terminou com um empate sem gols no México, um resultado que, ironicamente, muitos torcedores americanos celebraram como uma vitória moral. A última vez que os EUA haviam pontuado no Estádio Azteca em eliminatórias foi em 1997. A ESPN destacou na sexta-feira que os co-anfitriões da Copa de 2026 estão construindo uma base sólida para o torneio, e essa série de oito vitórias é a evidência mais clara de que o projeto de Berhalter funcionou.
O que tornou a sequência americana tão especial?
A resposta está na juventude do elenco e na ausência de um artilheiro puro. Durante as oito vitórias, a USMNT marcou 17 gols e sofreu apenas dois. Nenhum jogador americano fez mais de três gols nesse período — a produção ofensiva era distribuída entre Pulisic, McKennie, Brenden Aaronson, Ricardo Pepi e até laterais como Sergiño Dest. Essa pluralidade ofensiva contrastava com a dependência histórica de nomes como Landon Donovan ou Clint Dempsey.
Outro fator foi a consistência defensiva. A dupla de zaga titular variou entre Walker Zimmerman, Miles Robinson e Chris Richards, mas o sistema tático raramente mudava. A pressão pós-perda era intensa, e o goleiro Matt Turner (depois Zack Steffen) fez defesas decisivas sem ser muito exigido. Em oito jogos, a USMNT não sofreu gols em seis deles — um índice de 75% de clean sheets que nenhuma outra seleção da Concacaf conseguiu manter por tantas partidas seguidas em uma mesma eliminatória.
Por que a sequência de oito vitórias não foi maior? O limite foi o empate no México, mas antes disso a USMNT já havia escapado de sustos. Contra a Costa Rica, em San José, os americanos venceram por 2 a 1 com um gol nos acréscimos. Contra a Jamaica, em Austin, o 2 a 0 só foi construído no segundo tempo. A margem de erro era pequena, e o calendário apertado das eliminatórias — três jogos em sete dias — desgastou fisicamente um elenco que, em média, tinha menos de 25 anos.
Como a torcida americana reagiu a essa sequência? A reação foi dividida. Nas redes sociais, muitos fãs celebraram o renascimento do programa depois do fracasso em 2018, mas uma parcela questionava a falta de um matador na frente. A imprensa, em geral, elogiou a organização defensiva, mas o gol perdido por Pulisic nos minutos finais contra o México ainda ecoava como um sinal de que o time precisava de mais frieza nos momentos decisivos.
Quais as lições que a USMNT pode tirar dessa campanha para 2026?
A principal lição é que a profundidade do elenco compensa a ausência de um astro absoluto. Diferente de outras gerações, que dependiam de um ou dois craques, o time de Berhalter aprendeu a ganhar de várias formas: na bola parada, na transição rápida ou controlando a posse. Essa capacidade de adaptação será crucial em 2026, quando os EUA sediarão a Copa do Mundo ao lado de México e Canadá.
Outro ponto é a solidez na defesa. O sistema de Berhalter prioriza a compactação e a recuperação rápida, e os números mostram que funcionou: em 14 jogos das eliminatórias, a equipe sofreu apenas 10 gols. Com jogadores como Tyler Adams e Yunus Musah à frente da zaga, a proteção à área é constante. Para 2026, a tendência é que nomes como Gio Reyna e Folarin Balogun acrescentem ainda mais qualidade ofensiva, mantendo esse equilíbrio. Para entender como o futebol da concacaf está se transformando, [veja nosso panorama completo sobre o ciclo atual](/pillars/stars).
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A sequência de oito vitórias da USMNT pode ser batida em 2026?
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