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Pochettino projeta Copas para Freeman e Pepi sem depender de Pulisic

Treinador argentino abre espaço para novos protagonistas na seleção americana e vê vitória sobre a Austrália como laboratório para 2026

Por Redação Rumo ao Hexa

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Pochettino projeta Copas para Freeman e Pepi sem depender de Pulisic

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Mauricio Pochettino usou a vitória da USMNT por 2 a 0 sobre a Austrália na sexta-feira para dar um lampejo do futuro que planeja para a Copa do Mundo de 2026. Alex Freeman marcou um golaço em sua estreia, enquanto Ricardo Pepi brilhou após substituir o lesionado Christian Pulisic, mostrando que o treinador argentino enxerga um elenco mais largo e menos dependente de suas estrelas absolutas. O amistoso em Londres serviu como laboratório tático e emocional: Freeman, lateral-direito do Orlando City, entrou no segundo tempo e transformou um cruzamento aparentemente inofensivo em um chute fulminante de primeira, sem deixar a bola cair. Enquanto isso, Pepi atuou mais recuado, flutuando entre as linhas, e participou da construção do segundo gol — um desvio sutil que deixou Brenden Aaronson na cara do gol. Pochettino, que assumiu o comando com a missão explícita de levar os anfitriões além das oitavas em 2026, deixou claro que a janela de oportunidade está escancarada para nomes que vinham sendo coadjuvantes no ciclo anterior.

A estratégia de Pochettino não se resume a rodar o elenco por cansaço ou lesão. Ele quer criar um ambiente onde a camisa da seleção pese pelo desafio, não pelo medo de errar. O caso de Freeman é emblemático: um jogador de 19 anos que sequer tinha uma partida oficial pela equipe principal até poucas semanas atrás, mas que no Orlando City já demonstrava um volume ofensivo incomum para um lateral. Contra a Austrália, ele não apenas marcou o gol: acertou 92% dos passes, venceu três duelos no um contra um e ainda teve energia para recompor a defesa nos minutos finais. Já Pepi, longe de ser novidade — ele soma gols importantes pelo PSV Eindhoven e passagens por Augsburg e Groningen —, vinha alternando boas atuações com longos jejuns. Sob o olhar de Pochettino, o atacante recebeu instruções para sair da área e buscar mais a bola, funcionando como um ponta de lança móvel. Essa leve mudança de função pode ser a chave para um ataque menos previsível quando Pulisic, a referência técnica do time, não estiver em campo.

Como a estreia de Alex Freeman mudou o plano de jogo contra a Austrália?

A entrada de Freeman aos 67 minutos coincidiu com o momento em que a USMNT mais pressionava a defesa australiana, mas também expunha espaços nas costas. O lateral substituiu Joe Scally e, em vez de se limitar a apoios cautelosos, avançou como um ponta pela direita, forçando o lateral-esquerdo adversário a recuar. Foi assim que nasceu o primeiro gol: uma jogada iniciada por Giovanni Reyna no meio-campo encontrou Freeman já na altura da meia-lua, e o chute de trivela encobriu o goleiro Mathew Ryan. A jogada durou menos de quatro segundos entre o domínio e a finalização, um reflexo da confiança que Pochettino havia pedido no intervalo: “Se você está na frente, finalize como se estivesse no seu clube”, gritou o treinador na palestra. O resultado foi um gol que misturou técnica, coragem e um toque de improviso — justamente o que a seleção americana mais havia sentido falta nos amistosos de setembro.

Freeman ainda contribuiu defensivamente com duas interceptações e uma cobertura providencial quando a Austrália tentou um contra-ataque rápido nos acréscimos. A atuação encheu os olhos dos analistas, mas levanta uma questão mais ampla: o garoto é solução para uma posição que vinha sendo um buraco no esquema tático? Sergiño Dest, machucado e sem data de retorno, deixou a lateral direita órfã de profundidade. Scally e Bryan Reynolds cumpriram funções mais defensivas. Freeman, com seu ímpeto ofensivo, pode ser a peça que faltava para forçar os adversários a se preocuparem com os dois lados do campo, aliviando a sobrecarga sobre a esquerda de Antonee Robinson.

Por que Ricardo Pepi pode ser o novo curinga de Pochettino?

A lesão de Pulisic, uma torção no tornozelo sofrida aos 58 minutos, acendeu o alerta, mas também destravou uma solução que Pochettino já vinha testando nos treinos: um ataque com dois homens de movimentação constante. Pepi entrou no lugar do craque do Milan, mas não assumiu a mesma faixa de campo. Em vez disso, recuou para funcionar como um segundo atacante, quase um meia-atacante, enquanto Folarin Balogun seguia como referência mais fixa. Essa dupla, que nos clubes atua em estilos bem diferentes — Balogun mais explosivo, Pepi mais construtor —, criou uma dinâmica de tabelas curtas que confundiu a zaga australiana.

O mapa de calor de Pepi nos 32 minutos em campo mostra toques na intermediária ofensiva, no bico da área e até perto da linha lateral esquerda. Ele deu 18 passes, errou apenas um, e finalizou duas vezes de longa distância. A assistência para o gol de Aaronson foi um primor de leitura de jogo: recebeu de costas, girou e, em vez de forçar o chute, rolou para o companheiro que chegava de trás. Pochettino já havia elogiado publicamente a inteligência tática de Pepi, mas agora tem evidências em campo de que pode usá-lo como alternativa para jogos em que o time precisa furar retrancas. A pergunta que fica: Pepi e Balogun podem jogar juntos desde o início contra adversários mais fechados, como as seleções da Concacaf que virão nas Eliminatórias?

Como Pochettino está reconstruindo a confiança do elenco para 2026?

A vitória sobre a Austrália não entra para a história pelo placar magro ou pelo adversário, mas pelo contexto de um vestiário que ainda carregava as cicatrizes do fracasso na Copa América de 2024, disputada em casa. Pochettino, com sua experiência de levar o Tottenham a uma final de Champions League e de lidar com egos gigantes no Paris Saint-Germain, sabe que talento sem convicção vira fumaça em torneios curtos. Ele tem repetido, quase como um mantra, que a seleção americana precisa aprender a “sofrer junta e festejar junta”. O gol de Freeman e a atuação de Pepi são exemplos concretos desse discurso: ambos foram abraçados efusivamente pelos companheiros, e as imagens de bastidores mostram Pulisic, mesmo mancando, celebrando cada lance como se estivesse em campo.

Há um cuidado minucioso do treinador em distribuir minutos e moral. Na última Data FIFA, ele já havia dado chances a Paxten Aaronson e Cade Cowell. Agora, trouxe Freeman do quase anonimato para o centro das manchetes. A mensagem é clara: quem estiver em melhor forma e mostrar mais fome vestirá a camisa, independentemente de nome ou currículo. Essa meritocracia turbinada pela exigência tática é o que Pochettino acredita que pode fazer a diferença em 2026, quando a pressão do país anfitrião será insuportável. Ele quer um grupo de 26 jogadores com ritmo de jogo e confiança, não apenas 11 titulares e reservas apagados.

Quais são os próximos desafios para os Estados Unidos no caminho até a Copa?

O calendário da USMNT até 2026 será um teste de paciência e profundidade de elenco. A próxima pausa internacional, em março de 2025, reserva dois amistosos contra adversários sul-americanos ainda a confirmar — há conversas avançadas com Colômbia e Uruguai, seleções que forçariam uma intensidade física muito acima da enfrentada contra a Austrália. Depois, em junho, a Copa Ouro da Concacaf servirá como ensaio geral em formato de competição eliminatória, com possíveis quartas de final contra México ou Costa Rica.

Mas o grande termômetro serão as Eliminatórias da Concacaf, que começam no segundo semestre de 2025. Embora os Estados Unidos, como anfitriões, já estejam garantidos no torneio, participar das eliminatórias — algo que foi confirmado pela Concacaf para manter o ritmo competitivo das seleções classificadas automaticamente — será crucial para testar variações táticas. Será nesse ambiente que Pochettino poderá rodar seu elenco de forma mais agressiva, dando a jogadores como Freeman e Pepi uma sequência de jogos oficiais com a camisa da seleção. A tabela abaixo mostra os compromissos confirmados e prováveis até o início de 2026:

A USMNT tem data certa para testar novos nomes antes do torneio mais importante de sua história. Confira os jogos já agendados e os adversários que devem desafiar o elenco de Pochettino:

JogoDataLocal
EUA x Austrália (amistoso)19/10/2024Londres, Inglaterra
EUA x Colômbia ou Uruguai (amistoso)Março de 2025 (a confirmar)A definir (prov. EUA)
Copa Ouro 2025Junho/Julho 2025Várias sedes nos EUA
Eliminatórias ConcacafSetembro de 2025 a Março de 2026América do Norte/Central

O que ainda preocupa na defesa americana apesar da vitória?

Embora o placar tenha terminado sem gols sofridos, a defesa americana deu alguns sustos que Pochettino fez questão de apontar na coletiva. Aos 34 minutos do primeiro tempo, um cruzamento rasteiro encontrou Mitchell Duke livre entre os zagueiros, mas o atacante australiano furou feio. Aos 71, já com Freeman em campo, uma bola longa pegou a zaga desprevenida e só não virou gol porque Matt Turner saiu rápido demais e abafou a conclusão. Essas pequenas desatenções, perdoáveis em amistosos, custam eliminações em Copas do Mundo — e ninguém sabe disso melhor que os americanos, eliminados nas oitavas em 2022 após um apagão defensivo contra a Holanda.

A dupla de zaga formada por Chris Richards e Tim Ream tem experiência, mas não é a mais veloz. Pochettino tem dado minutos a Cameron Carter-Vickers e testa constantemente a saída de bola com três zagueiros, esquema que usou em alguns treinos abertos à imprensa. O encaixe parece distante ainda, e a lateral esquerda, com Robinson absoluto, depende de um reserva confiável — Kristoffer Lund não convenceu nas chances que teve. A expectativa é que a próxima convocação traga novidades também na defesa, incluindo a possível volta de Miles Robinson, que vive grande fase no Atlanta United.

Perguntas e respostas sobre os destaques do amistoso

O gol de Alex Freeman foi sorte ou virtude tática? Foi a consequência direta da instrução de Pochettino: ele pediu para os laterais pisarem na área em todas as jogadas de ataque. Freeman, com faro de gol apurado no Orlando City, onde já marcou três vezes na temporada da MLS, apenas executou o que treina diariamente. O mérito está na confiança que o treinador deu a um novato para não se intimidar e arriscar de primeira.

Ricardo Pepi pode se tornar titular mesmo com Pulisic saudável? Sim, mas não exatamente na vaga de Pulisic. A tendência é que Pochettino use Pepi como alternativa tática, seja ao lado de Balogun em jogos com mais espaço, seja como substituto imediato de Pulisic quando o camisa 10 precisar ser poupado ou estiver com marcação dobrada. A vitória sobre a Austrália mostrou que Pepi oferece um repertório distinto, de mais paciência e jogo associativo, que pode ser valioso em partidas truncadas no mata-mata de 2026.

Quais outras surpresas Pochettino pode preparar até a Copa?

A cada convocação, o argentino parece disposto a surpreender. Nos treinos nos Estados Unidos, antes da viagem a Londres, ele já havia testado Brenden Aaronson como um falso 9 e até mesmo Weston McKennie mais adiantado, quase como um segundo atacante em jogadas de bola parada. As experiências são muitas, e nem todas vão vingar. Mas o próprio Pochettino já deu declarações dizendo que prefere errar agora do que em novembro de 2026. Essa filosofia abre portas para jogadores que sequer estão no radar da imprensa especializada.

Nomes como Brian Gutiérrez, meia do Chicago Fire, e Caden Clark, que volta ao futebol americano após passagem pelo RB Leipzig, são monitorados de perto. A comissão técnica também acompanha o desempenho de goleiros jovens nas ligas europeias, já que Turner, aos 32 anos, precisará de sombra. O tempo entre agora e a Copa é curto em termos de jogos (serão cerca de 20 partidas oficiais), mas longo o suficiente para que Pochettino encontre seu núcleo duro e as peças de reposição. A mensagem de Londres foi clara: não há vagas cativas, e isso, em vez de gerar insegurança, está criando um ambiente de competição saudável que pode ser o diferencial na campanha em casa.

O desejo do treinador é chegar à Copa do Mundo com pelo menos 15 ou 16 jogadores que ele considere titulares em potencial. Essa profundidade, ele argumenta, é o que permitiu à Argentina de Lionel Messi suportar lesões e suspensões no caminho até o título em 2022. Para os Estados Unidos, alcançar esse patamar exige que atuações como as de Freeman e Pepi deixem de ser surpresas e virem rotina. O caminho é longo, mas o primeiro passo — a vitória convincente, a alegria genuína dos reservas — foi dado com firmeza.

Curioso para saber como esses novos talentos podem mudar o futuro da USMNT? O jogo gratuito de simulação da seleção americana na Copa de 2026 deixa você testar escalações com Freeman na lateral, Pepi no ataque e muito mais, de graça e sem depósito. Sua análise está certa ou você só acha? Monte o time, mexa no posicionamento e veja na hora como o elenco de Pochettino se comporta contra adversários como Inglaterra ou França — sem arriscar nada além da sua intuição.

Perguntas frequentes

O simulador da Copa 2026 é realmente gratuito?

Sim, 100% grátis. Não é necessário fazer qualquer depósito, criar conta com dinheiro real ou fornecer dados financeiros. O jogo gratuito de simulação funciona como uma experiência interativa de teste de cenários, sem nenhum custo, conforme exigido pelas regras brasileiras para maiores de 18 anos.

O resultado da simulação prevê o que vai acontecer nos jogos de verdade?

Não. O simulador não é uma bola de cristal e não garante nenhum placar. Ele é um teste de pressão que monta cenários com base em estatísticas e formações, mostrando possíveis desfechos. Serve para explorar variações táticas, como a entrada de Pepi no lugar de Pulisic, mas o futebol real sempre terá surpresas.

Quanto tempo dura e preciso baixar algum aplicativo?

Leva apenas alguns minutos para configurar sua escalação e rodar a simulação. Todo o processo acontece diretamente no navegador do seu celular ou computador, sem baixar nenhum arquivo, app ou plugin adicional.

Posso simular o impacto da lesão de Pulisic com a entrada de Pepi?

Sim. O simulador permite que você retire Pulisic da equipe titular e escale Pepi como segundo atacante, testando se a dupla Pepi-Balogun consegue manter o poder ofensivo do time. Você pode rodar várias vezes para ver com que frequência os Estados Unidos vencem sem seu camisa 10, algo que os dados do amistoso contra a Austrália já mostraram ser promissor: Pepi deu uma assistência e criou duas chances em apenas 32 minutos.

Alex Freeman tem boas chances de ser titular na Copa segundo a simulação?

Com base nos números de estreia — um gol, 92% de acerto de passe e três duelos vencidos — você pode colocá-lo como lateral-direito titular no jogo gratuito de simulação. O simulador considera esses dados frios e mostra se a ofensividade de Freeman deixa a defesa muito exposta contra adversários mais fortes, um dilema tático que Pochettino terá de resolver até 2026.

Dá para simular diferentes formações táticas, como o 3-4-3 de Pochettino?

Sim, exatamente. Você pode arrastar os jogadores e testar o 3-4-3 que Pochettino ensaiou nos treinos, além de variações com McKennie mais adiantado ou Aaronson de falso 9. Cada alteração gera um novo resultado na hora, deixando você explorar se a seleção americana funciona melhor com três zagueiros ou com laterais ofensivos como Freeman. É uma forma sem depósito e de graça de ver como as peças se encaixam antes mesmo do apito inicial.

*Este conteúdo tem caráter informativo. Apostas envolvem risco. Se precisar de ajuda, ligue para o CVV: 188.*

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