Pochettino ganha oferta de extensão com os EUA até a Copa de 2030
Técnico argentino convence federação e pode comandar USMNT em dois Mundiais; relatório aponta acordo até 2030
Por Redação Rumo ao Hexa

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Mauricio Pochettino, técnico da seleção masculina dos Estados Unidos, recebeu uma oferta de extensão contratual que o manteria no cargo até a Copa do Mundo de 2030, segundo relatório divulgado nesta semana. O argentino assumiu o comando da USMNT no segundo semestre de 2024 e, desde então, convenceu a federação local de que merece um projeto de longo prazo.
A informação foi publicada inicialmente pela ESPN norte-americana e confirmada pelo site The Athletic, ambos com acesso direto aos bastidores da U.S. Soccer. Ainda não houve anúncio oficial, mas fontes indicam que a proposta foi apresentada ao treinador após a última Data FIFA de março e inclui um aumento salarial expressivo – especula-se que o novo vencimento anual ultrapasse US$ 6 milhões, tornando-o o técnico mais bem pago da história da seleção. O vínculo atual de Pochettino se encerra logo depois da Copa do Mundo de 2026, o que gerava incerteza sobre a continuidade do trabalho. Com a extensão, a federação quer blindá-lo de assédios de gigantes europeus e garantir estabilidade para um ciclo completo de duas Copas.
Quem é Mauricio Pochettino e por que ele foi escolhido?
Nascido em Murphy, na Argentina, Mauricio Pochettino construiu uma carreira de técnico respeitada na Europa. Após passagens discretas como jogador (defendeu Newell’s Old Boys, Espanyol, PSG e Bordeaux, além da seleção argentina), iniciou a trajetória na beira do campo em 2009, justamente no Espanyol. Depois comandou o Southampton na Premier League, mas foi no Tottenham que se consagrou, levando os Spurs à final da Liga dos Campeões em 2019. Teve uma curta estadia no Paris Saint-Germain, onde conquistou títulos nacionais, e em 2023 aceitou o desafio de treinar o Chelsea, em um projeto que não durou uma temporada completa.
O interesse dos Estados Unidos em Pochettino começou em 2023, mas as negociações só avançaram após a eliminação precoce dos americanos na Copa América de 2024, quando a seleção caiu na fase de grupos mesmo jogando em casa. A U.S. Soccer buscava um nome capaz de elevar o patamar tático de um elenco recheado de talentos jovens, mas que batia no teto contra adversários mais cascudos. Pochettino aceitou o cargo em setembro de 2024, seduzido pela possibilidade de liderar um país anfitrião no maior torneio do planeta.
Como foi o desempenho da USMNT sob Pochettino até agora?
Desde que assumiu, Pochettino comandou 12 partidas oficiais até o início de abril de 2025. O retrospecto é positivo: 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com 22 gols marcados e apenas 10 sofridos. Esses números, divulgados pela própria U.S. Soccer, refletem uma evolução clara, especialmente em termos de organização defensiva e transições rápidas. O técnico abandonou o 4-3-3 estático de Gregg Berhalter e implantou um 4-2-3-1 dinâmico, com pressão alta e laterais que avançam em bloco.
O capitão Christian Pulisic, do Milan, viveu grande fase sob o novo comando, sendo o principal garçom da equipe com 5 assistências e 4 gols nesses 12 jogos. Weston McKennie, da Juventus, assumiu a faixa de primeiro volante e virou peça-chave na saída de bola. Já Gio Reyna, por vezes apagado no ciclo anterior, recuperou protagonismo atuando como meia central. O jovem Folarin Balogun, do Monaco, consolidou-se como centroavante titular, embora a concorrência com Ricardo Pepi ainda gere debates. A derrota mais dolorosa foi para a Colômbia por 2 a 1 em amistoso em Los Angeles, mas o saldo geral animou os dirigentes.
O que muda com a extensão até 2030?
Oferecer um contrato de mais quatro anos muda o peso do cargo de Pochettino. Em vez de um treinador de curto prazo focado exclusivamente na Copa de 2026, o argentino ganha autoridade para moldar a pirâmide da seleção, influenciar as categorias de base e atrair jogadores com dupla nacionalidade que hesitavam em se comprometer com um projeto sem horizonte definido. A federação quer repetir o modelo alemão, que manteve Joachim Löw por 15 anos, ou o francês, com Didier Deschamps desde 2012. A ideia é construir uma cultura de seleção que vá além de ciclos individuais.
Além disso, a blindagem contratual reduz o risco de perder o técnico para um clube de ponta no meio do caminho – cenário que assombrava a cúpula da U.S. Soccer, já que Pochettino tem mercado na Europa e já recebeu sondagens de times ingleses e espanhóis nos últimos meses. Com a extensão, a multa rescisória tende a ser proibitiva, e o treinador sinaliza compromisso de longo prazo. Para os jogadores, a mensagem é clara: o comandante que deu certo vai ficar, e o planejamento para 2026 e 2030 começa agora.
Pergunta: A extensão não amarra demais a federação caso a Copa de 2026 seja um desastre? Resposta: A U.S. Soccer acredita que o processo é mais importante que um resultado isolado. Caso os EUA tenham uma eliminação precoce, a decisão de demitir Pochettino dependeria de uma análise profunda do ciclo, e não apenas do placar. A multa rescisória existe, mas o objetivo principal é blindar a comissão técnica para que o trabalho de longo prazo floresça.
Quais são os desafios imediatos dos EUA antes da Copa de 2026?
Sem precisar disputar eliminatórias – EUA, México e Canadá estão automaticamente classificados como sedes –, a USMNT enfrenta o dilema de manter o ritmo competitivo apenas com amistosos e torneios da Concacaf. A Liga das Nações da Concacaf de 2024/25 ainda está em andamento, e os norte-americanos devem chegar às finais em junho, mas o nível dos adversários na região preocupa. Por isso, a federação se movimenta para agendar amistosos de alto calibre.
A negociação mais comentada é a de um confronto com o Brasil, previsto para setembro de 2025, em local a definir. A CBF já demonstrou interesse, e as conversas avançaram nas últimas semanas. Se confirmado, será o primeiro encontro entre as duas seleções desde o empate por 1 a 1 em amistoso em 2018, e um teste importante para a defesa americana contra o ataque pentacampeão mundial. Outros adversários de peso que surgem como possibilidade são Argentina, França e Inglaterra, mas nada fechado até o momento.
Confira os próximos compromissos confirmados e previstos para a seleção norte-americana até o final de 2025:
| Jogo | Data | Local | Competição |
|---|---|---|---|
| EUA x Panamá | 21/03/2025 | Orlando, EUA | Amistoso |
| EUA x Costa Rica | 25/03/2025 | San José, Costa Rica | Amistoso |
| EUA x Canadá | 07/06/2025 | Toronto, Canadá | Nations League (semifinal) |
| Brasil x EUA* | 06/09/2025 | A definir | Amistoso* |
| EUA x México | 14/10/2025 | Guadalajara, México | Amistoso |
(*negociação em andamento, ainda não confirmada por ambas as federações)
A extensão pode influenciar o confronto com o Brasil
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