O que esperar de Paraguai, Austrália e Turquia na chave dos EUA para a Copa de 2026?
Com um grupo à primeira vista acessível, os Estados Unidos terão pela frente três estilos bem diferentes. Conheça os pontos fortes e fracos de cada rival.
Por Redação Rumo ao Hexa

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Os EUA enfrentarão Paraguai, Austrália e Turquia na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O sorteio, realizado em Miami, colocou os anfitriões em uma chave que parece favorável, mas cada adversário carrega armadilhas táticas e históricas. Paraguai aposta na retranca e no contra‑ataque, Austrália na força física e na juventude, e Turquia no talento individual de uma geração que cresceu junta.
Se por um lado os americanos escaparam de potências como França ou Argentina, por outro terão que provar que o favoritismo em casa não pesa mais que a pressão. Neste guia, você confere o que cada seleção traz para o campo, como os EUA podem reagir e quais cenários podem definir a vaga nas oitavas.
Quem são os adversários dos EUA na fase de grupos?
O Grupo A da Copa de 2026 reúne Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia. Diferente de edições anteriores, o formato com 48 seleções faz com que até o terceiro colocado tenha chance de avançar, mas a meta americana é clara: passar em primeiro para evitar um caminho mais tortuoso no mata‑mata.
Paraguai e Austrália costumam figurar entre as seleções que ninguém quer enfrentar, enquanto a Turquia oscila entre brilhar e decepcionar. O histórico de confrontos entre essas equipes é escasso, o que adiciona um tempero extra à estreia de todas no torneio.
Por que o Paraguai pode ser uma pedra no sapato?
O Paraguai não vai a uma Copa desde 2010, mas chega embalado pela solidez defensiva que marcou sua campanha nas Eliminatórias da Conmebol. Sob o comando de Gustavo Alfaro, a seleção guaraní se destacou por sofrer poucos gols — apenas 12 em 18 jogos, a melhor defesa entre os classificados sul‑americanos.
O esquema 4-4-2 com duas linhas compactas e saída rápida pelos lados é a marca registrada. Julio Enciso, atacante do Brighton, é o principal nome ofensivo, capaz de decidir em lances individuais. Além dele, Miguel Almirón segue como referência de velocidade e entrega tática, mesmo em baixa no Newcastle.
Para os EUA, o duelo com o Paraguai será um teste de paciência. A defesa americana, que já mostrou fragilidades contra ataques posicionais, precisará neutralizar os contra‑ataques paraguaios. Em 2024, num amistoso preparatório, as duas seleções empataram em 0 a 0, com os EUA tendo mais posse de bola, mas só dois chutes a gol.
A Austrália é uma equipe subestimada?
Os Socceroos vêm de uma campanha sólida nas Eliminatórias Asiáticas, onde terminaram em segundo lugar no grupo, atrás apenas do Japão. A Austrália aposta em um futebol físico, com jogadores altos e imponentes na bola aérea. A presença de Harry Souttar na zaga é um diferencial tanto defensivo quanto ofensivo, especialmente em bolas paradas — o gigante de 1,98m já marcou gols importantes em Copas passadas.
No meio‑campo, a criatividade passa por Ajdin Hrustic e pelo jovem Nestory Irankunda, uma das revelações da Bundesliga. Já no ataque, Mitchell Duke é o homem de referência, mas a equipe sofre com a falta de um artilheiro mais letal.
O técnico Graham Arnold gosta de variar entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, sempre com ênfase na intensidade e na pressão alta. Para os Estados Unidos, o perigo está justamente na capacidade australiana de virar jogos a partir de segundas bolas e na transição rápida. Em 2025, um amistoso entre as duas seleções terminou com vitória australiana por 2 a 1, resultado que acendeu o alerta na USMNT.
O que torna a Turquia um adversário perigoso?
A Turquia é a incógnita do grupo. O elenco mescla experiência e juventude, com nomes que atuam nos principais centros europeus. Hakan Çalhanoğlu, capitão e maestro do meio‑campo da Inter de Milão, é o termômetro da equipe: quando ele joga bem, a Turquia flui. Além dele, o atacante Kenan Yıldız, da Juventus, desponta como uma das grandes promessas do futebol mundial.
O técnico Stefan Kuntz (ou possivelmente outro, dependendo da data) tenta impor um estilo mais ofensivo, com saída de bola desde o campo de defesa e amplitude pelos pontas. A zaga, porém, costuma falhar em momentos de pressão, e a falta de um goleiro de elite compromete a segurança.
Contra os EUA, a Turquia deve explorar a velocidade pelos lados e a qualidade nos chutes de longa distância de Çalhanoğlu. Em 2024, num torneio amistoso, a Turquia venceu os EUA por 3 a 2, num jogo de cinco gols e muitas alternativas táticas.
Como os EUA podem superar esses desafios?
O técnico americano (provavelmente ainda será Gregg Berhalter ou outro) terá que equilibrar a ansiedade de jogar em casa com a necessidade de impor o ritmo. O meio‑campo, liderado por Weston McKennie e Yunus Musah, precisará controlar a posse contra a agressividade australiana e a compactação paraguaia, ao mesmo tempo em que protege a defesa dos contra‑ataques turcos.
A tabela abaixo mostra um resumo das características de cada rival:
| Adversário | Estilo de jogo | Ponto forte | Ponto fraco |
|---|---|---|---|
| Paraguai | Defensivo, contra‑ataque | Organização tática | Pouca criatividade ofensiva |
| Austrália | Físico, transição rápida | Bola aérea, intensidade | Dependência de bolas paradas |
| Turquia | Ofensivo, posse de bola | Talento individual | Inconsistência defensiva |
Christian Pulisic e Gio Reyna serão as principais válvulas de escape no ataque, mas é provável que os EUA enfrentem dificuldades para furar defesas fechadas. Por isso, a bola parada e os chutes de fora da área podem ser decisivos.
O Paraguai já complicou os EUA em outras Copas?
Não. As seleções nunca se enfrentaram em Mundiais. O histórico geral é de três amistosos: uma vitória americana (1 a 0 em 2018), um empate e uma derrota. Portanto, não há trauma recente, mas o estilo paraguaio é exatamente o tipo de confronto que os EUA menos gostam: time que se fecha e explora erros.
A Austrália pode surpreender e ficar com a liderança do grupo?
Sim, especialmente se conseguir vencer os EUA no primeiro jogo. A Austrália costuma crescer em torneios, e seu futebol de imposição física pode desestabilizar as defesas menos experientes do grupo. No entanto, a falta de um grande artilheiro e a vulnerabilidade na saída de bola contra pressão alta podem limitar seu teto. Se os Socceroos passarem em primeiro, será um indicativo de que os EUA falharam na estratégia.
O que esperar do jogo gratuito de simulação antes da estreia?
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Perguntas frequentes
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Como a simulação avalia o ataque americano contra a defesa do Paraguai?
O jogo considera fatores como formação tática, atributos dos jogadores e estatísticas reais das Eliminatórias. Nos testes, o Paraguai tende a ceder poucos espaços, obrigando os EUA a terem criatividade — algo que o time de Pulisic precisará provar no dia.
A Turquia costuma levar vantagem nas simulações contra os EUA?
Pelas características técnicas, a Turquia aparece equilibrada nos duelos simulados, especialmente quando Çalhanoğlu está escalado. A defesa americana precisa se preocupar com os chutes de média distância. O jogo gratuito de simulação permite ajustar a marcação e testar alternativas para neutralizar esse perigo.
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