Haaland e Mbappé seguem caça a Messi nas oitavas com Noruega x Costa do Marfim e França x Suécia
Oitavas de final da Copa colocam os craques frente a frente com desafios imensos enquanto perseguem a artilharia de Messi
Por Redação Rumo ao Hexa

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Erling Haaland e Kylian Mbappé entram nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 com um objetivo em comum: continuar marcando gols para manter viva a perseguição a Lionel Messi na corrida pela Chuteira de Ouro. A Noruega encara a Costa do Marfim num duelo de força física e velocidade, enquanto a França mede forças com a Suécia em um clássico europeu cheio de história. Ambos os atacantes chegam embalados por campanhas de grupo avassaladoras, mas agora enfrentam defesas que prometem anular seus instintos artilheiros.
Haaland soma cinco gols em três partidas até aqui, uma média que o coloca como um dos favoritos ao prêmio de goleador máximo. A Costa do Marfim, no entanto, construiu sua classificação com uma defesa sólida que sofreu apenas dois gols na fase inicial. O confronto está marcado para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 4 de julho, e coloca frente a frente o ímpeto nórdico e a disciplina tática africana.
Por que Noruega x Costa do Marfim é o maior teste de Haaland até agora?
A seleção norueguesa depende quase que integralmente do faro de gol de seu camisa 9. Haaland finalizou 14 vezes na fase de grupos, com 11 dessas tentativas no alvo, um aproveitamento cirúrgico. A questão agora é como ele vai encontrar espaços contra a zaga marfinense, que tem em Evan Ndicka e Ousmane Diomande dois marcadores de elite, jovens e com experiência no futebol europeu. A Costa do Marfim não se classifica para oitavas de uma Copa desde 2014, e a motivação de escrever história pode torná-los ainda mais perigosos.
O treinador Ståle Solbakken vem armando a Noruega em um 4-3-3 que se transforma em 4-2-4 com Martin Ødegaard flutuando por trás de Haaland. A sobrecarga no último terço do campo é a principal arma, mas contra um meio-campo marfinense que conta com Seko Fofana e Franck Kessié, a disputa por cada bola será intensa. Haaland precisará de pelo menos um parceiro de ataque inspirado — Alexander Sørloth ou Antonio Nusa — para não ficar isolado entre os centrais adversários.
França x Suécia: Mbappé decide sozinho outra vez?
Mbappé chega às oitavas com quatro gols, um hat-trick contra Omã e um tento diante do Uruguai, mas a sensação é de que ele ainda não enfrentou um adversário da estatura da Suécia. Os suecos, liderados por Victor Lindelöf na zaga e Dejan Kulusevski no ataque, avançaram em segundo lugar no Grupo H, atrás da Argentina. A partida no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, em 5 de julho, será um choque de estilos: a França velocista contra a Suécia cadenciada.
A seleção francesa tem um ataque recheado de talentos além de Mbappé — Kingsley Coman, Ousmane Dembélé e Randal Kolo Muani oferecem opções —, mas o capitão é o diferencial em jogos travados. Didier Deschamps sabe que a Suécia vai fechar os corredores laterais e forçar a França a criar por dentro. A pergunta é se Antoine Griezmann terá pernas para conectar os pontas e se Mbappé conseguirá fugir da marcação dupla de Emil Holm e Jens Cajuste.
Como as defesas podem parar esses atacantes?
Contra Haaland, é provável que a Costa do Marfim use uma linha de cinco no momento defensivo, com os alas recuando para fechar o espaço às costas dos laterais noruegueses. A ideia é tirar a profundidade que Haaland tanto gosta de atacar. Já a Suécia deve apostar em faltas táticas fora da área e na pressão sobre os passadores franceses antes que a bola chegue a Mbappé em condições de drible. Lindelöf conhece bem o atacante do PSG dos duelos na Premier League temporada passada.
Haaland respondeu a essa estratégia na fase de grupos indo buscar jogo fora da área e finalizando de média distância. Contra a Escócia, um chute de fora da área acertou o travessão. Mbappé, por sua vez, tem variado entre a ponta esquerda e um papel mais centralizado, algo que Deschamps testou nos minutos finais contra o Uruguai. A mobilidade é a chave para furar retrancas.
A perseguição à Chuteira de Ouro de Messi
Lionel Messi terminou a fase de grupos com seis gols, colocando-se no topo da artilharia com uma atuação de gala contra o Canadá. Haaland tem cinco, Mbappé quatro. O argentino de 39 anos parece não sentir o peso da idade, mas as oitavas reservam um confronto duro contra o Marrocos, seleção que sofreu apenas um gol em três jogos. Se Messi ficar em branco, a porta se abre para os rivais mais jovens.
O curioso é que nenhum dos três campeões mundiais recentes (França 2018, Argentina 2022) teve um artilheiro com mais de oito gols na Copa seguinte. Haaland tem a vantagem de jogar em um time que gira todo o ataque em torno dele, ao passo que Mbappé divide atenções com outros finalizadores. A média de finalizações por jogo mostra a diferença: Haaland tenta 4,7 conclusões por partida; Mbappé, 3,9. Messi lidera com 5,1.
A seguir, os jogos que podem definir a artilharia:
| Jogo | Data | Local |
|---|---|---|
| Noruega x Costa do Marfim | 4 de julho | MetLife Stadium, Nova Jersey |
| França x Suécia | 5 de julho | Lincoln Financial Field, Filadélfia |
| Argentina x Marrocos | 5 de julho | Gillette Stadium, Boston |
O que acontece se Haaland ou Mbappé não marcarem?
Se Haaland passar em branco contra a Costa do Marfim e a Noruega for eliminada, a perseguição a Messi acaba ali mesmo. O norueguês teria que esperar mais quatro anos por uma nova chance, e isso em um cenário incerto — em 2030 ele terá 30 anos, ainda em plena forma, mas ninguém garante vaga em Copas. Para Mbappé, um jogo sem gols não significa eliminação, já que a França tem poder de fogo para avançar mesmo sem seu capitão balançar as redes. A questão é se o jejum afetaria a confiança para as quartas de final.
Historicamente, artilheiros de Copa que secam nas oitavas costumam ver o prêmio escapar. Em 2018, Harry Kane fez cinco gols na fase de grupos, mas só voltou a marcar na disputa de terceiro lugar. Em 2014, James Rodríguez anotou seis antes de cair nas quartas sem ampliar a conta. A regra não escrita é que é preciso continuar marcando em todas as fases para levar a Chuteira de Ouro, a menos que os concorrentes também parem.
A Noruega consegue superar a Costa do Marfim sem depender só de Haaland?
A resposta curta é: talvez. Sørloth fez dois gols na fase de grupos, e Ødegaard tem um chute de fora muito perigoso, como mostrou no empate com o México. Mas a verdade é que a Noruega não tem um plano B confiável quando o jogo fica físico. Contra a Costa do Marfim, a bola aérea pode favorecer Haaland no corpo a corpo com Ndicka, mas os marfinenses são muito fortes no jogo aéreo defensivo. A chave será a paciência norueguesa para rodar a bola e esperar um erro de posicionamento.
Do outro lado, a Suécia oferece um perigo real à França porque não precisa da posse para machucar. Kulusevski e Viktor Gyökeres formam uma dupla de ataque que puxa contra-ataques com intensidade. Se a França empilhar jogadores no ataque para criar chances a Mbappé, pode ser mortal nos contragolpes suecos.
Quando o instinto artilheiro encontra a realidade tática
O futebol de seleções é cheio de surpresas exatamente porque um único jogo elimina meses de planejamento. Haaland e Mbappé sabem disso. Ambos já caíram em Copas antes — o norueguês nem sequer esteve no Catar em 2022, e o francês perdeu nos pênaltis para a Suíça em 2021 na Euro. O peso de carregar uma nação é um combustível, mas também uma armadilha mental.
A ansiedade por gols pode levar a precipitações. Na fase de grupos, Haaland recebeu 78% das bolas na área adversária, mas nas oitavas esse número tende a cair com a Costa do Marfim congestionando o setor. Mbappé, por sua vez, completa 52% dos dribles que tenta, mas enfrentará uma defesa que provavelmente dobrará a marcação e forçará o erro. A capacidade de adaptação no meio do jogo será o diferencial.
Para os amantes de estatística, um dado curioso: em Copas do Mundo desde 1998, apenas dois artilheiros venceram a Chuteira de Ouro tendo feito menos de dois gols nos mata-matas (Thomas Müller em 2010 com cinco gols, todos na fase de grupos, e Davor Šuker em 1998 com seis gols, dois nos mata-matas). Ou seja, marcar nas oitavas é quase um pré-requisito.
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Mbappé consegue fazer mais de três finalizações no alvo contra a Suécia?
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