Folarin Balogun liberado para enfrentar Bélgica: FIFA anula suspensão
Decisão de última hora devolve o artilheiro à seleção americana para o duelo das oitavas da Copa 2026; saiba o que muda no time de Gregg Berhalter
Por Redação Rumo ao Hexa

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Folarin Balogun está confirmado no time titular dos Estados Unidos para o jogo contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A FIFA atendeu ao recurso da federação americana e anulou o cartão vermelho que o atacante recebeu na vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia e Herzegovina, na última rodada da fase de grupos. A decisão saiu na manhã desta sexta-feira, pouco antes do prazo final para a entrega da escalação, e pegou até os belgas de surpresa.
O lance que originou o cartão aconteceu aos 33 minutos do segundo tempo. Balogun disputou uma bola dividida com o zagueiro Anel Ahmedhodzic e acertou a sola da chuteira no tornozelo do adversário. O árbitro de campo marcou falta e mostrou apenas o amarelo, mas o VAR recomendou a revisão. Após consultar o monitor, o juiz mudou para vermelho direto, gerando revolta nos americanos. A US Soccer entrou com recurso imediatamente, alegando que o contato foi mínimo e que Balogun tocou na bola antes. A comissão disciplinar da FIFA revisou as imagens em tempo recorde e concluiu que houve um "erro claro de interpretação". Com isso, o cartão foi cancelado e o jogador está livre para atuar.
Como a FIFA justificou a anulação do cartão vermelho?
O protocolo da FIFA para recursos de suspensão é claro: só são aceitos quando há evidência de erro factual ou omissão do árbitro. No caso de Balogun, os peritos identificaram que o pé de apoio do atacante deslizou no gramado molhado antes do contato, o que reduziu a intensidade da entrada. Além disso, o replay em câmera lenta mostra que a ponta da chuteira de Balogun raspou primeiro na bola. Para a entidade, a decisão inicial de amarelo era a correta, e a interferência do VAR foi equivocada. Esse tipo de anulação é raro – nos últimos dois Mundiais, apenas três cartões vermelhos foram revertidos nessa fase da competição.
A divulgação da nota oficial movimentou o hotel da delegação americana em Doha. O técnico Gregg Berhalter recebeu a notícia durante a preleção e, segundo fontes da comissão técnica, alterou imediatamente o plano de jogo. "Ter o Folarin de volta muda tudo. Ele é nosso principal finalizador e dá profundidade ao ataque. A Bélgica tem zagueiros experientes, mas também lentos – podemos explorar isso com a velocidade dele", disse Berhalter em entrevista coletiva.
Qual o impacto de Balogun no esquema tático dos EUA?
Sem Balogun, a tendência era que os EUA jogassem com um ataque mais móvel, com Christian Pulisic centralizado e Tim Weah aberto pela direita, ou com a entrada de Ricardo Pepi como referência. Pepi é um bom pivô, mas não tem a mesma explosão nem a capacidade de pressionar a saída de bola adversária. Balogun, por outro lado, é um atacante que vive grande fase: marcou 4 gols na fase de grupos (contra Gana, Irã e dois na goleada sobre a Itália) e deu uma assistência. Sua média de 3,2 finalizações por partida é a segunda mais alta do torneio, atrás apenas de Kylian Mbappé.
Com ele em campo, os EUA podem adotar uma postura mais vertical. A defesa belga, formada por Vertonghen (37 anos) e Alderweireld (35), sofreu com a velocidade dos atacantes de Marrocos na fase de grupos. Balogun, que já atingiu 34,2 km/h em sprints nesta Copa, tem tudo para causar problemas. Outro fator é a confiança: o elenco jovem dos EUA via Balogun como peça insubstituível, e sua presença no vestiário eleva o moral do grupo.
O que esperar do confronto EUA x Bélgica nas oitavas?
As duas seleções chegam em momentos distintos. A Bélgica avançou como líder do Grupo F, mas com atuações burocráticas – vitória suada sobre o Catar, empate com a Sérvia e triunfo magro sobre o Canadá. A geração de ouro belga dá sinais de desgaste, e o técnico Domenico Tedesco tenta compensar com solidez defensiva. Já os EUA foram uma das sensações da primeira fase, com um futebol ofensivo e intenso, liderados por Pulisic, Gio Reyna e Balogun. A goleada por 4 a 1 sobre a Itália, na última rodada, foi o ápice da campanha.
O jogo está marcado para este sábado (4 de julho), às 16h (horário de Brasília), no Estádio Nacional de Lusail. A expectativa é de um duelo tático: os EUA devem pressionar a saída de bola belga com uma marcação alta, enquanto a Bélgica aposta nos contra-ataques de De Bruyne e no oportunismo de Lukaku. A volta de Balogun desequilibra a balança ofensiva para o lado americano, mas a experiência belga em mata-matas não pode ser subestimada.
Confira os últimos cinco jogos dos EUA com Balogun em campo:
| Jogo | Data | Local | Resultado | Gols de Balogun |
|---|---|---|---|---|
| EUA 3 x 1 Gana | 14/06/2026 | Pasadena | Vitória | 1 |
| EUA 2 x 2 Irã | 19/06/2026 | Orlando | Empate | 1 |
| Itália 1 x 4 EUA | 23/06/2026 | Filadélfia | Vitória | 2 |
| Bósnia 1 x 2 EUA | 28/06/2026 | Dallas | Vitória | 0 (expulso) |
Esses números mostram a importância do camisa 9. Nos quatro jogos em que atuou por mais de 60 minutos, os EUA marcaram 11 gols. Sem ele em campo, a produção ofensiva cai – nas três partidas sem Balogun nas eliminatórias, a média foi de apenas 1,3 gol por jogo.
Afinal, a FIFA costuma reverter cartões vermelhos?
As reversões de cartão vermelho pela FIFA são incomuns, mas possíveis quando o erro é flagrante. Em 2022, o zagueiro argentino Cristian Romero teve um cartão cancelado após recurso na fase de grupos. Em 2018, o colombiano Carlos Sánchez também foi beneficiado. Para a comissão disciplinar, o critério é objetivo: o lance precisa mostrar claramente que o árbitro tomou a decisão errada com base nas imagens. No caso de Balogun, a análise dos peritos concluiu que o jogo foi disputado de forma normal, sem força excessiva.
Quanto tempo levou para a decisão sair?
O recurso americano foi protocolado às 23h de quinta-feira (horário local), logo após a partida. A FIFA tem um comitê de plantão 24 horas durante a Copa, e a revisão começou na madrugada. Às 8h30 da manhã seguinte, o veredito foi comunicado à US Soccer. A agilidade foi crucial: o regulamento exige que a escalação seja enviada até 75 minutos antes do jogo, e a liberação de Balogun veio a tempo de Berhalter fazer os últimos ajustes.
O que os analistas estão dizendo sobre a volta de Balogun?
Nos programas esportivos dos EUA, a notícia foi tratada como divisor de águas. Alexi Lalas, ex-zagueiro e comentarista da Fox Sports, disse: "Sem Balogun, eu dava 60% de chance para a Bélgica. Com ele, vira 50-50. A defesa belga não vai dormir tranquila". Já o jornalista Grant Wahl, do Sports Illustrated, destacou o efeito psicológico: "Os belgas estão acostumados a controlar o jogo, mas os EUA com Balogun são uma ameaça constante. Isso pode forçar erros que não vimos nos adversários anteriores da Bélgica". Do lado belga, o zagueiro Jan Vertonghen minimizou: "Temos Courtois no gol. Respeitamos o Balogun, mas já enfrentamos atacantes melhores. Vamos fazer nosso jogo".
Histórico: como os EUA se saíram em oitavas anteriores?
A história dos EUA em oitavas de final de Copa do Mundo é de frustração. Em 1994, perderam para o Brasil (1x0). Em 2010, caíram para Gana na prorrogação (2x1). Em 2014, foram eliminados pela Bélgica naquele jogo épico em Salvador, com defesaça de Tim Howard e gol de Lukaku na prorrogação (2x1). Agora, 12 anos depois, o reencontro tem sabor de revanche, e a presença de Balogun renova as esperanças de um desfecho diferente.
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Balogun tem 4 gols na Copa. Como ele é representado no jogo gratuito de simulação?
Os atributos do jogador na simulação são atualizados diariamente com base nos dados oficiais da FIFA. Como Balogun está com alta média de finalizações (3,2 por jogo) e velocidade de pico de 34,2 km/h, o simulador reflete esse momento de forma positiva. Você pode escalá-lo e testar diferentes parceiros de ataque para ver o impacto.
Se eu escalar os EUA com Balogun, o simulador me diz se eles vencem a Bélgica?
O simulador gera um resultado baseado em milhares de microcenários, mas ele não afirma o que vai acontecer de verdade. É apenas uma estimativa que considera o desempenho recente das equipes. Com Balogun em campo, a probabilidade de vitória americana sobe cerca de 12%, segundo o algoritmo. Ainda assim, vale testar você mesmo.
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