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EUA caem de novo nas oitavas: Bélgica aplica 4 a 1 e expõe ciclo vicioso da USMNT

Derrota marcou a quarta eliminação consecutiva dos americanos nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Por Redação Rumo ao Hexa

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EUA caem de novo nas oitavas: Bélgica aplica 4 a 1 e expõe ciclo vicioso da USMNT

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A seleção masculina dos Estados Unidos foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 ao perder por 4 a 1 para a Bélgica nas oitavas de final, nesta segunda-feira. É a quarta vez seguida que a USMNT cai exatamente nessa fase, repetindo frustrações de 2010, 2014 e 2022. O desempenho expôs velhas fragilidades e deixou a torcida com a sensação de déjà vu.

O jogo, disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México, começou com pressão belga. Aos 15 minutos, Kevin De Bruyne acertou um chute de fora da área que desviou na zaga e enganou o goleiro Turner. A Bélgica ampliou aos 33, com Lukaku cabeceando livre após cobrança de escanteio. Ainda no primeiro tempo, aos 41, Openda marcou o terceiro em um contra-ataque rápido. Na etapa final, Trossard fez o quarto aos 52, e os EUA descontaram com Pulisic de pênalti aos 78. A estatística final mostrou 42% de posse e 3 finalizações certas para os americanos, contra 6 dos belgas.

Essa eliminação não é um acaso. A USMNT coleciona fracassos nas oitavas desde 2010. Naquele ano, Gana venceu por 2 a 1. Em 2014, nova derrota para a Bélgica, por 2 a 1 na prorrogação. Em 2022, os Países Baixos aplicaram 3 a 1. Agora, em 2026, outro revés, dessa vez por goleada. O padrão é claro: os Estados Unidos chegam competitivos, mas desmoronam diante de adversários com mais repertório tático.

EliminaçãoAdversárioPlacarAnoLocal
Gana1-22010África do Sul
Bélgica1-22014Brasil
Países Baixos1-32022Catar
Bélgica1-42026México

Por que os EUA sempre tropeçam nas oitavas?

O problema começa na limitação do elenco. Embora a MLS tenha evoluído, os titulares americanos ainda atuam em times medianos da Europa, com pouca experiência em decisões de Liga dos Campeões. Contra a Bélgica, a diferença técnica ficou escancarada quando De Bruyne, titular do Manchester City, dominou o meio-campo com 89% de passes certos, enquanto os volantes dos EUA não conseguiam progredir.

A defesa também falha nos momentos agudos. Em todas as quatro eliminações, os EUA sofreram gols em lances de bola parada ou transições velozes. Diante da Bélgica, os três primeiros gols saíram de escanteio, contra-ataque e chute desviado — situações que o técnico Anthony Hudson admitiu não ter treinado o suficiente. "Pagamos caro pela falta de foco nos detalhes", disse na entrevista coletiva.

Outro fator é o desgaste físico. A USMNT chega às oitavas com o time base muito desgastado, pois o banco não oferece reposição à altura. Pulisic, por exemplo, correu 9 km nos primeiros 60 minutos, mas não conseguiu manter o ritmo. O quarto gol belga veio depois de uma perda de posse por cansaço.

O que a Bélgica fez para desmontar o time americano?

A seleção belga, experiente e bem treinada por Roberto Martínez, montou uma estratégia de pressão pós-perda. Toda vez que os EUA recuperavam a bola no campo defensivo, dois ou três belgas cercavam o portador, forçando o erro. Assim nasceu o segundo gol, após um passe equivocado de Tyler Adams.

No ataque, a Bélgica explorou a lentidão da zaga americana. Lukaku e Openda se revezaram em corridas diagonais, puxando os marcadores e abrindo espaços para a chegada de Trossard. O terceiro gol foi um primor de movimentação: em sete segundos, a bola saiu da defesa belga e entrou na área dos EUA, num contragolpe mortal.

A expulsão de Adams mudou o jogo?

Sim, mas não foi determinante. O volante americano recebeu o segundo amarelo aos 60 minutos, por uma falta dura em De Bruyne. Até ali, os EUA já perdiam por 3 a 0. Com um a menos, a equipe ficou ainda mais exposta, mas o estrago já estava feito. "Com 11 já estava difícil, com 10 ficou impossível", lamentou Pulisic.

O que falta para a USMNT chegar às quartas?

Os Estados Unidos precisam de um salto geracional. As categorias de base revelam talentos como Cavan Sullivan, de apenas 17 anos, mas ele ainda não está pronto. Enquanto isso, a MLS precisa acelerar a exportação de jogadores para ligas mais competitivas. Na Copa de 2030, talvez o cenário mude, mas por enquanto a barreira das oitavas parece intransponível.

A comissão técnica também precisa de ajustes. Hudson foi questionado sobre não ter alterado a marcação por zona na bola parada, mesmo vendo a dificuldade. "Acreditei no modelo e eles nos puniram", admitiu. A falta de plano B é uma crítica recorrente.

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Dá para ver o que acontece se Pulisic não perde o pênalti tão tarde?

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