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EUA batem Austrália sem Pulisic e garantem vaga nas oitavas da Copa 2026

Com atuação segura da defesa e gol de Balogun, time de Pochettino supera desfalque e avança no Grupo C

Por Redação Rumo ao Hexa

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EUA batem Austrália sem Pulisic e garantem vaga nas oitavas da Copa 2026

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Os Estados Unidos venceram a Austrália por 1 a 0 no MetLife Stadium e confirmaram classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Sem o lesionado Christian Pulisic, a equipe de Mauricio Pochettino apostou na solidez defensiva e no oportunismo de Folarin Balogun para segurar o ataque físico australiano e avançar no Grupo C.

A partida em Nova Jersey foi um teste de resistência. Os Socceroos entraram em campo com uma proposta clara: explorar a ausência do camisa 10 americano com cruzamentos e jogadas de força. Do outro lado, Pochettino armou um 4-2-3-1 com Gio Reyna centralizado na criação, Tim Weah e Brenden Aaronson abertos pelos lados e Balogun isolado na frente. O plano era simples: conter o ímpeto australiano e apostar em transições rápidas.

Como a ausência de Pulisic mudou o plano de jogo

Pulisic sofreu uma distensão muscular na coxa direita no empate contra a Arábia Saudita e foi vetado minutos antes da partida. Sem seu principal articulador, Pochettino deslocou Reyna para o meio e pediu que McKennie e Adams formassem uma dupla de contenção mais compacta. A ideia era tapar os espaços centrais que a Austrália costuma atacar com Martin Boyle e Mitchell Duke.

O resultado apareceu nos números defensivos. Até os 30 minutos do primeiro tempo, a Austrália já havia cruzado 11 bolas na área, mas apenas uma encontrou um cabeceador adversário. Tim Ream e Miles Robinson afastaram tudo, enquanto Matt Turner saiu do gol para interceptar lançamentos longos. O volume ofensivo australiano contrastava com a paciência americana — que finalizou apenas duas vezes na primeira etapa, mas sem sustos reais.

A mudança forçada também expôs uma virtude pouco celebrada do elenco: a capacidade de adaptação tática em grandes jogos. Sem o craque, o time ficou mais vertical, usando a velocidade de Weah para esticar o campo. Foi exatamente assim que nasceu a jogada do gol.

O muro americano: a defesa que segurou o ataque australiano

Aos 67 minutos, McKennie roubou uma bola no meio e acionou Weah pela direita. O cruzamento rasteiro encontrou Balogun livre na segunda trave, que só empurrou para o gol vazio. A jogada durou oito segundos — tempo suficiente para virar um placar que já parecia teimoso.

Mas o triunfo passou pela retaguarda. A dupla de zaga titular fez 12 cortes e 8 interceptações, enquanto Turner praticou quatro defesas difíceis, duas delas à queima-roupa em finalizações de Duke. No segundo tempo, quando a Austrália empilhou atacantes, os laterais Dest e Robinson fecharam as pontas e obrigaram os Socceroos a finalizar de longe.

A estatística deixa claro o roteiro do jogo. Enquanto a posse de bola foi favorável aos australianos (58% a 42%), as chances reais de gol foram equilibradas justamente pela eficácia defensiva americana. Os EUA permitiram 15 finalizações, mas apenas quatro acertaram o alvo — e nenhuma entrou.

A solidez deu confiança para o ataque. Balogun e Reyna trocaram passes rápidos nos contragolpes e quase ampliaram aos 81 minutos, quando o chute de Reyna explodiu no travessão. A torcida americana, que lotou o MetLife, explodiu em alívio aos 95 minutos, quando o árbitro encerrou a partida.

Onde a Austrália pecou e perdeu a chance de avançar

Para a Austrália, a eliminação precoce dói. O time de Graham Arnold tinha a faca e o queijo na mão: uma vitória simples bastava para carimbar a vaga, já que País de Gales e Arábia Saudita empataram na outra partida do grupo. Mas a incapacidade de furar o bloqueio americano custou caro.

O ataque australiano mostrou força, mas faltou criatividade. Duke e Boyle brigaram bastante, mas raramente receberam bolas em condições de finalizar. O técnico Arnold tentou corrigir com a entrada de Awer Mabil, mas o ponta ficou isolado na esquerda e não conseguiu superar a marcação de Dest. A estatística de escanteios — 7 a 2 para os Socceroos — escancara o volume de jogo desperdiçado.

Ficou a sensação de que o gol americano nasceu de um dos poucos erros defensivos australianos. O zagueiro Harry Souttar perdeu Balogun de vista no lance decisivo, algo incomum para um jogador de 1,98 m que domina o jogo aéreo. "Sabíamos que eles cruzariam muito. A estratégia era forçar o erro e ter paciência", resumiu Pochettino na coletiva, em tom aliviado.

A seguir, a campanha americana na fase de grupos mostra exatamente essa montanha-russa emocional:

JogoDataLocalResultado
EUA x País de Gales12 jun 2026SoFi Stadium, Los Angeles2-1
EUA x Arábia Saudita17 jun 2026AT&T Stadium, Dallas1-1
EUA x Austrália22 jun 2026MetLife Stadium, Nova Jersey1-0

Com sete pontos, os EUA terminaram em primeiro no Grupo C e agora aguardam o adversário das oitavas, que sairá do confronto entre segundo colocado do Grupo D.

Qual foi o lance que definiu o jogo?

A jogada do gol resumiu o espírito do time. McKennie recuperou a bola no campo de defesa, Weah disparou pela ponta direita e cruzou rasteiro. Balogun, atento, se desmarcou nas costas de Souttar e completou de primeira. Foram apenas oito segundos entre a roubada de bola e a bola na rede — eficiência máxima em um jogo de poucas chances claras.

A defesa americana conseguiu anular o jogo aéreo australiano?

Sim, e com sobras. Tim Ream e Miles Robinson ganharam 80% dos duelos pelo alto. Turner saiu do gol em cinco lances de bola parada e passou segurança. A altura média da defesa americana é menor que a da Austrália, mas o posicionamento e a comunicação fizeram a diferença.

A vitória recoloca os Estados Unidos no radar dos favoritos, mesmo sem seu principal jogador. A confiança no grupo é alta: "Esse time mostrou que pode vencer de várias maneiras", declarou McKennie. "Hoje foi na raça. Amanhã pode ser com a bola no chão. Estamos prontos."

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A defesa americana aguentaria um ataque mais intenso? Foram 12 cortes e 8 interceptações.

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