Copa do Mundo com 48 seleções: o formato explicado
Como funciona, vantagens e polêmicas do torneio com 16 grupos de três times
Por Redação Rumo ao Hexa

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A Copa do Mundo de 2026 estreia um formato inédito com 48 seleções divididas em 16 grupos de três times e mata-mata a partir das oitavas de final, totalizando 80 partidas. Aprovada pelo Conselho da FIFA em 10 de janeiro de 2017, a mudança amplia a representatividade global e promete emoção máxima logo na fase inicial, onde cada jogo pode definir a classificação.
Como o formato com 48 times funciona na prática?
O modelo substitui os oito grupos de quatro equipes — padrão desde 1998 — por 16 chaves com apenas três seleções cada. Na primeira fase, todo time disputa só duas partidas, uma a menos do que os torcedores estão acostumados. Os dois melhores de cada grupo avançam para uma rodada inédita de 32 avos de final, que inaugura a fase eliminatória. Depois vêm oitavas, quartas, semifinal e final.
Pela primeira vez um campeão mundial pode levantar a taça com sete jogos (dois na fase de grupos e cinco no mata-mata), o mesmo número de antes. O total de partidas do torneio, porém, salta de 64 para 80.
De onde surgiu a ideia de um Mundial expandido?
A proposta de aumentar os participantes ganhou força no início dos anos 2010. Em 10 de janeiro de 2017, o Conselho da FIFA aprovou o novo formato por unanimidade durante reunião em Zurique. Na véspera, o comentarista Ian Darke detalhou em transmissão especial os pilares da “primeira Copa de 48 times”, antecipando o impacto para a edição de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá.
O argumento central foi abrir espaço para nações que raramente chegavam ao torneio. Confederações como África e Ásia ganharam vagas expressivas, enquanto a Europa manteve peso proporcional.
Quantos jogos cada seleção disputa no máximo?
Uma dúvida comum recai sobre a carga de partidas. Cada equipe joga no mínimo duas vezes (se cair na fase de grupos) e no máximo sete, caso chegue à final. Isso derruba o mito de atletas sobrecarregados: antes, um campeão de 32 times fazia seis jogos se não houvesse prorrogação. Agora são duas na fase inicial e cinco no mata-mata.
A tabela abaixo compara os dois formatos com números exatos:
| Aspecto analisado | Copa de 32 times | Copa de 48 times |
|---|---|---|
| Número de grupos | 8 (com 4 equipes) | 16 (com 3 equipes) |
| Jogos na fase de grupos | 48 | 48 |
| Jogos no mata-mata | 16 | 32 |
| Total de partidas | 64 | 80 |
| Vagas para a Europa | 13 | 16 |
| Vagas para a África | 5 | 9 |
| Vagas para a Ásia | 4,5 | 8 |
Os números escancaram o salto de representatividade, sobretudo para continentes historicamente sub-representados. A expansão também aquece a economia: mais jogos trazem mais ingressos, transmissões e turismo. Estimativas apontam que a receita da Copa de 2026 alcance US$ 11 bilhões, recorde para eventos esportivos. Mas o verdadeiro ganho é o sonho que se acende em países onde o futebol raramente pisa no palco global.
Quais são as principais vantagens do novo formato?
A maior vitória é a inclusão. Panamá, Jamaica, Mali ou Uzbequistão, que antes dependiam de milagres nas eliminatórias, agora enxergam um caminho mais palpável. A fase de grupos ganha contornos dramáticos: com apenas três times por chave, cada jogo carrega peso imenso. Uma derrota pode eliminar já na segunda rodada, e até um empate se torna ameaçador.
O formato também reduz o chamado “jogo do carrossel”, em que equipes já classificadas entravam com reservas. Com dois compromissos, a urgência não dá trégua.
E os riscos? O modelo de três times é criticado por quê?
A polêmica mais barulhenta mira o risco de conluio. Se duas seleções souberem que um determinado resultado na última rodada classifica ambas, o acordo tácito pode emergir — como no “jogo da vergonha” entre Alemanha e Áustria em 1982. Para mitigar o problema, a FIFA estuda adotar disputa de pênaltis em caso de empate, forçando um vencedor e evitando cálculos convenientes.
Outro ponto sensível é a desigualdade no calendário: enquanto algumas equipes encaram um adversário já eliminado, outras pegam um rival ainda vivo, o que gera distorções. Críticos também apontam a diluição técnica com a entrada de seleções mais frágeis, expostas a goleadas.
Como funcionam os critérios de desempate nos grupos?
Em caso de igualdade de pontos, a ordem é: saldo de gols, gols marcados, confronto direto e, se necessário, fair play e sorteio. A FIFA também avalia a possibilidade de pênaltis no último jogo da chave, adicionando drama extra.
Um time pode ser eliminado nos pênaltis após dois empates? Sim, se a regra for oficializada, um empate no segundo jogo pode levar a uma disputa de pênaltis valendo a vaga. Essa dinâmica traria uma crueldade inédita ao torneio.
Por que a FIFA não optou por 12 grupos de quatro times? Essa alternativa geraria 104 jogos no total (12 grupos x 6 partidas = 72 na fase inicial, mais 32 no mata-mata), esticando demais o calendário e o desgaste físico. O modelo de 16 grupos de três equilibra o número de partidas com a logística de um evento de 48 seleções.
Para entender como o regulamento impacta cada confederação e os cenários de classificação, [veja a análise completa deste tema](/pillars/format).
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Quantas seleções africanas estarão na Copa de 2026?
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O Brasil já está garantido no novo formato?
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Por que a FIFA escolheu grupos de três em vez de quatro?
A alternativa com 12 grupos de 4 geraria 104 jogos, quase 30% a mais, inviabilizando o calendário. O modelo atual foi o meio-termo para manter o torneio em 32 dias. Teste essa matemática no jogo gratuito de simulação e veja se seu time sobreviveria à maratona.
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