Como os EUA garantem o primeiro lugar do Grupo D contra a Austrália
Com goleada na estreia, time de Pochettino pode selar a liderança já na segunda rodada da Copa de 2026
Por Redação Rumo ao Hexa

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Os EUA definem a liderança do Grupo D na Copa do Mundo de 2026 com uma vitória sobre a Austrália na segunda rodada, mas também avançam com um empate ou até com derrota, desde que a combinação de resultados e o saldo de gols favoreçam. Após atropelar a Nova Zelândia por 4 a 0, a seleção comandada por Mauricio Pochettino tem a melhor diferença de gols e o controle do próprio destino.
A goleada sobre os neozelandeses, com atuação convincente no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia, colocou os americanos no topo da chave. A Austrália estreou batendo a Costa Rica por 2 a 1, com gol de cabeça de Harry Souttar nos acréscimos. Agora, o duelo direto em Kansas City, no Arrowhead Stadium, pode carimbar a vaga antecipada para as oitavas de final.
Como os Estados Unidos garantem o primeiro lugar já na segunda rodada?
Basta vencer a Austrália. Com mais três pontos, os EUA chegam a seis e abrem vantagem inalcançável para os Socceroos, que ficariam estacionados nos três. Ainda que percam para a Costa Rica na última rodada e os australianos goleiem a Nova Zelândia, o saldo de gols no confronto direto (já que a vitória seria por qualquer placar) daria a vantagem aos americanos.
O regulamento da FIFA desempata primeiro pelo confronto direto. Assim, vencer a Austrália garante a primeira posição mesmo em caso de igualdade de pontos no fim da fase. O time de Pochettino também assegura vaga nas oitavas, independentemente do outro jogo do grupo.
E se a partida contra a Austrália terminar empatada?
O empate serve. Com o 1 a 1, 0 a 0 ou qualquer igualdade, os EUA vão a quatro pontos contra quatro da Austrália, mas mantêm a liderança pelo saldo de gols — hoje +4 contra +1. A Costa Rica, na terceira rodada, precisaria de uma combinação improvável: vencer os EUA por muitos gols de diferença e torcer para que a Austrália não goleie a Nova Zelândia.
Na prática, só uma catástrofe tira o primeiro lugar dos americanos se pontuarem. O empate deixa a definição para o último jogo contra a Costa Rica, mas com ampla vantagem. Se os EUA vencerem os costarriquenhos, o primeiro lugar está confirmado.
A derrota para a Austrália elimina os Estados Unidos?
Não, mas complica. Uma derrota deixa os EUA com três pontos contra seis da Austrália. A seleção americana ainda teria a chance de avançar como segunda colocada, desde que vença a Costa Rica na última rodada. Nesse cenário, os EUA iriam a seis pontos e a Austrália, se vencer a Nova Zelândia, ficaria com nove. Mas ainda há risco de a Costa Rica chegar a seis e o critério de desempate decidir.
A derrota simples (por um gol de diferença) mantém os americanos à frente da Costa Rica no saldo, considerando que os Ticos perderam de 2 a 1 na estreia. Se perderem por mais gols, a situação exige recuperação elástica contra os centro-americanos. O caminho mais seguro, claro, é pontuar contra a Austrália.
O que a Austrália precisa fazer para ficar com o grupo?
Os Socceroos entram em campo no Arrowhead Stadium com a obrigação de vencer. Um empate os deixa dependentes de uma combinação na última rodada: precisariam golear a Nova Zelândia e torcer para que os EUA percam para a Costa Rica por diferença suficiente para superar o saldo americano. A vitória sobre os EUA dá o controle aos australianos, mas ainda será preciso confirmar o primeiro lugar contra os neozelandeses.
A Austrália aposta no jogo aéreo e na força do zagueiro Harry Souttar, decisivo na estreia. Já os EUA de Pochettino mostraram intensidade e imposição física, com Christian Pulisic e Gio Reyna articulando o ataque. O confronto tático promete ser o mais equilibrado do Grupo D.
Os cenários em números e combinações
Confira a tabela com os jogos restantes e as possíveis classificações para os Estados Unidos:
| Jogo | Data e horário (Brasília) | Local | Cenário para os EUA |
|---|---|---|---|
| EUA x Austrália | 22 de junho, 16h | Arrowhead Stadium, Kansas City | Vitória ou empate garante liderança |
| EUA x Costa Rica | 27 de junho, 21h | Levi's Stadium, Santa Clara | Vitória classifica; empate ou derrota depende de saldo e resultado paralelo |
| Austrália x Nova Zelândia | 27 de junho, 21h | Rose Bowl, Pasadena | Resultado afeta posição final dos EUA apenas em caso de tropeço americano |
O chaveamento prevê que o primeiro colocado do Grupo D enfrente o segundo do Grupo G — possivelmente uma seleção europeia, como Sérvia ou Escócia. Evitar um confronto mais cedo com o temido Grupo C, que deve ter Argentina e Inglaterra na briga, dá peso extra à liderança.
Perguntas e respostas rápidas sobre a situação
Os Estados Unidos já estão classificados? Ainda não matematicamente. Com três pontos, a vaga nas oitavas pode vir na segunda rodada se vencerem a Austrália. Um empate não garante a classificação antecipada, mas deixa muito perto. A definição exata depende dos resultados paralelos.
Qual seria o adversário mais provável nas oitavas se os EUA ficarem em primeiro? O primeiro do Grupo D pega o segundo do Grupo G, que tem Áustria, México, Catar e Jamaica. O mais cotado é o México, caso avance. Já o segundo do grupo pega o primeiro do Grupo G, podendo ser uma seleção mais forte — o que torna a liderança ainda mais valiosa.
O jogo que virou chave: a estreia 4 a 0 sobre a Nova Zelândia
A atuação de gala em Inglewood colocou os americanos em posição confortável. Foram dois gols de Pulisic, um de Balogun e um de McKennie, com 65% de posse de bola e apenas uma finalização sofrida no alvo. A Nova Zelândia, estreante em Copas, sentiu o peso do primeiro jogo e não ofereceu resistência.
Os números do DataFut refletem o domínio: 2.8 gols esperados (xG) contra 0.2 da Nova Zelândia. A defesa, liderada por Tim Ream, não tomou sustos. Pochettino elogiou a paciência para furar a retranca e a intensidade na marcação pressão alta — características que devem se repetir contra a Austrália.
A visão do técnico e os desfalques possíveis
Até o fechamento desta análise, os EUA não têm baixas confirmadas. Tyler Adams, que saiu no segundo tempo por precaução, treinou normalmente. A tendência é repetir o 4-3-3 com Weah, Balogun e Pulisic na frente. A dúvida fica na lateral direita: Scally ou Dest, dependendo da condição física.
Do lado australiano, o meia Ajdin Hrustic, que sentiu desconforto muscular na estreia, pode ser poupado. Graham Arnold deve manter o 4-2-3-1 com Duke isolado no ataque e apoio dos pontas Mabil e Boyle. O jogo físico será um teste para os americanos, que sofreram em duelos aéreos em amistosos recentes.
Por que o primeiro lugar do grupo é tão importante?
Além do adversário teoricamente mais fraco nas oitavas, o primeiro colocado do Grupo D joga todas as partidas do mata-mata nos Estados Unidos, aproveitando o fator casa e a torcida majoritariamente americana. O caminho até a semifinal, em Atlanta, passaria por Seattle (oitavas) e Dallas (quartas), estádios onde a USMNT já atuou e venceu em 2026.
Pochettino repete nos bastidores que o objetivo mínimo é chegar às quartas, mas o planejamento mira o título. Para isso, evitar uma pedreira já nas oitavas se torna crucial. A vitória sobre a Austrália, portanto, tem peso estratégico que vai além dos três pontos.
O que pode dar errado? Os riscos do excesso de confiança
A goleada na estreia infla as expectativas, mas o futebol cobra humildade. Em Copas recentes, seleções anfitriãs tropeçaram após primeiras rodadas convincentes (Rússia 2018, África do Sul 2010). A Austrália tem histórico de surpreender: em 2022, venceu a Dinamarca e a Tunísia para avançar; em 2006, só caiu diante da Itália com um gol aos 52 do segundo tempo (com direito a pênalti polêmico).
O ponto fraco americano pode ser a saída de bola sob pressão. Se os australianos adiantarem a marcação, como fizeram nos minutos finais contra a Costa Rica, forçarão erros. Pulisic e McKennie precisam voltar para ajudar na construção. Uma expulsão boba ou lesão inesperada também embaralham o cenário — e aí até o empate fica ameaçado.
O recado das arquibancadas e a pressão do anfitrião
Os ingressos para EUA x Austrália esgotaram em 47 minutos, e a expectativa é de 76 mil torcedores no Arrowhead. A festa americana já foi ensaiada na abertura, mas agora o adversário tem mais tradição e torcida organizada — os Socceroos levarão 12 mil australianos, um recorde para jogos nos EUA. O clima de decisão pode pesar para os mais jovens no elenco.
Para lidar com a pressão, Pochettino tem apostado em conversas individuais e na experiência de Ream e do goleiro Matt Turner. O treinador já comandou finais de Champions e conhece o peso de um jogo único. A mensagem é clara: respeitar o rival, mas impor o ritmo americano desde o apito inicial.
Perguntas frequentes
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