Colômbia x República Democrática do Congo: como assistir, escalações e o retrospecto do jogo
Um duelo inédito de estilos marca o calendário da Copa do Mundo de 2026; veja onde acompanhar, os prováveis times e os fatores que podem decidir o confronto na fase de grupos.
Por Redação Rumo ao Hexa

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Colômbia e República Democrática do Congo fazem um confronto inédito em Copas do Mundo na fase de grupos do torneio de 2026. A partida coloca frente a frente o futebol técnico e envolvente dos sul-americanos contra a força física e a velocidade da equipe africana, que busca consolidar sua identidade no cenário global depois de campanhas marcantes em edições recentes da CAN. O jogo acontece no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e é o segundo compromisso de ambas as seleções no Grupo G.
Os colombianos chegam embalados pela invencibilidade que construíram nas Eliminatórias sob o comando de Néstor Lorenzo. A equipe não perde há mais de 20 partidas e mistura a experiência de James Rodríguez com o faro de gol de Luis Díaz, um dos atacantes mais insinuantes do futebol inglês na temporada. Do outro lado, a República Democrática do Congo quer mostrar que sua classificação para 2026 não foi acaso. O time de Sébastien Desabre usa uma defesa sólida como ponto de partida para explorar os contragolpes puxados por Yoane Wissa e Gaël Kakuta.
Onde assistir Colômbia x República Democrática do Congo ao vivo
A partida terá transmissão para o Brasil com exclusividade nos canais de TV por assinatura e nas plataformas digitais que detêm os direitos da Copa do Mundo FIFA de 2026. O pontapé inicial está marcado para as 16h (horário de Brasília) do dia 18 de junho. A cobertura começa mais cedo, com pré-jogo a partir das 15h, trazendo informações de aquecimento, escalações oficiais e a atmosfera do estádio na Filadélfia.
Quem está fora de casa ou longe da televisão pode acompanhar o streaming diretamente pelo aplicativo oficial da detentora dos direitos no Brasil, disponível para smartphones, tablets e smart TVs. O cadastro na plataforma exige uma assinatura ativa, mas o sinal é estável e oferece opção de replay dos principais lances logo após o apito final. Rádios esportivas como Itatiaia e Bandeirantes também terão jornada esportiva, com narração em tempo real e acesso gratuito via internet.
O que esperar da Colômbia de Néstor Lorenzo
A Colômbia que pisar no gramado da Filadélfia será, muito provavelmente, um reflexo fiel do trabalho de 30 meses de Néstor Lorenzo. O treinador argentino assumiu a seleção em 2022 e conseguiu algo raro: resgatar a confiança do torcedor sem depender exclusivamente dos nomes consagrados do passado recente. O time joga com uma linha defensiva que sobe para comprimir o adversário no campo de ataque e busca retomar a bola em menos de seis segundos — uma característica que lembra o melhor período de Marcelo Bielsa no futebol sul-americano.
O esquema preferido de Lorenzo é o 4-3-3, que se transforma rapidamente em um 4-2-4 quando James Rodríguez flutua para a ponta direita. Aos 33 anos, James mantém a visão de jogo privilegiada, mas seu posicionamento sem a bola mudou drasticamente. Ele agora consegue cobrir o lateral em transições defensivas, uma exigência que Lorenzo fez questão de implementar. Ao lado dele, Jefferson Lerma e Matheus Uribe dão sustentação ao meio-campo com desarmes e passes verticais que alimentam Luis Díaz na esquerda e Jhon Arias na direita.
Luis Díaz é o termômetro do ataque colombiano. Depois de uma temporada irregular no Liverpool em 2023-24, o ponta voltou a ser decisivo em 2025 e chega para a Copa com 11 gols em 28 jogos pelos Reds. Sua capacidade de drible em espaços curtos, combinada com a precisão nos cruzamentos de Daniel Muñoz pelo lado direito, forma o principal corredor ofensivo da equipe. Rafael Santos Borré, artilheiro do Campeonato Argentino pelo River Plate, será o centroavante titular, com a missão de segurar os zagueiros congoleses e abrir espaços para a chegada surpresa dos volantes.
A Colômbia não perdeu nenhum jogo nas Eliminatórias da CONMEBOL para 2026. Foram 14 vitórias e 4 empates em 18 partidas, com 32 gols marcados e 11 sofridos. O desempenho como visitante também impressiona: a equipe venceu na altitude de La Paz, arrancou empate em Buenos Aires e goleou o Paraguai em Assunção. Esse histórico faz da Colômbia uma das favoritas para passar de fase no Grupo G, que ainda tem Alemanha e Coreia do Sul.
A República Democrática do Congo quer fazer história
O futebol congolês vive um momento de afirmação. A classificação para o Mundial de 2026 veio depois de uma campanha épica nas Eliminatórias Africanas, em que a equipe só carimbou a vaga na penúltima rodada, ao vencer o Sudão por 2 a 0 em Kinshasa. Sébastien Desabre, técnico francês que comandou a seleção na Copa das Nações Africanas de 2023, construiu um sistema de jogo baseado na compactação defensiva e na verticalidade.
A República Democrática do Congo atua no 4-2-3-1, com dois volantes de contenção que raramente ultrapassam o meio-campo. Chancel Mbemba, zagueiro do Olympique de Marselha e capitão da equipe, é o líder da defesa. Ele centraliza as bolas aéreas e orienta a linha de impedimento, mas tem dificuldade contra atacantes que flutuam entre as costas dos laterais — justamente a especialidade de James Rodríguez. Os laterais têm ordens claras para não subir ao mesmo tempo, o que limita a amplitude ofensiva, mas blinda o sistema contra contra-ataques.
No ataque, a esperança de gols passa por Yoane Wissa. O atacante do Brentford fez 15 gols na Premier League em 2024-25 e se consolidou como um finalizador de elite, principalmente em jogadas de transição. Ele é rápido, finaliza bem de fora da área e sabe atacar o espaço às costas dos zagueiros. Gaël Kakuta, veterano de 34 anos, atua como meia central e tem a função de lançar Wissa e o extremo Bénie Traoré. A bola parada é uma arma adicional: Mbemba e Gédéon Kalulu são fortes no jogo aéreo ofensivo e podem causar problemas para a zaga colombiana.
A seleção congolesa não enfrenta um sul-americano desde um amistoso contra o Brasil em 2011, quando perdeu por 3 a 0. O confronto com a Colômbia, portanto, entra em território desconhecido. A preparação para a Copa incluiu amistosos contra Tunísia e Costa do Marfim, com uma vitória e um empate, e a comissão técnica fez estudos detalhados sobre o comportamento tático de Luis Díaz e James Rodríguez.
Escalações confirmadas (prováveis)
As informações de escalação não são oficiais, mas os treinadores divulgaram as listas de convocados e indicaram as prováveis formações titulares em entrevistas coletivas nesta semana.
Colômbia (provável): Camilo Vargas – Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Johan Mojica – Matheus Uribe, Jefferson Lerma – Jhon Arias, James Rodríguez, Luis Díaz – Rafael Santos Borré. Técnico: Néstor Lorenzo.
Rep. Dem. do Congo (provável): Allan Kateregga – Gédéon Kalulu, Chancel Mbemba, Rocky Bushiri, Arthur Masuaku – Wilfred Mpanzu, Samuel Moutoussamy – Bénie Traoré, Gaël Kakuta, Grady Diangana – Yoane Wissa. Técnico: Sébastien Desabre.
Lorenzo ainda tem dúvidas pontuais. James Rodríguez deixou o último treino com gelo no tornozelo esquerdo, mas a comissão técnica minimizou o caso e disse que ele treina normalmente até a véspera da partida. Na lateral esquerda, há quem defenda a entrada de Cristian Borja no lugar de Johan Mojica, mas a tendência é que o jogador do Villarreal siga como titular. Do lado congolês, Desabre testou Silas Katompa entre os titulares em uma atividade fechada, mas o atacante do Estugarda deve começar no banco.
A arbitragem ficará a cargo do mexicano César Arturo Ramos, auxiliado por Alberto Morín e Miguel Hernández. O árbitro de vídeo (VAR) será o italiano Massimiliano Irrati.
Quem leva vantagem? (números e retrospecto)
Como este é o primeiro encontro oficial entre Colômbia e República Democrática do Congo, não há histórico direto para comparar. No entanto, o desempenho recente de cada seleção ajuda a traçar um panorama.
A Colômbia chega à Copa como a quarta seleção no ranking da FIFA (dados de abril de 2026), com 1843 pontos. A República Democrática do Congo ocupa o 63º lugar, com 1390 pontos. A diferença de posições é grande, mas o ranking nem sempre se reflete em campo — a própria seleção congolesa surpreendeu nas últimas duas Copas Africanas e eliminou favoritos como Camarões e Egito.
Nos últimos 12 meses, a Colômbia marcou gols em 83% dos jogos que disputou e sofreu apenas 0,7 gol por partida. A República Democrática do Congo tem números mais modestos: 57% de aproveitamento, com média de 1,2 gol marcado e 1,1 sofrido. A defesa congolesa costuma ceder espaços em bolas enfiadas entre zagueiro e lateral, justamente o tipo de jogada que James e Luis Díaz mais executam.
A tabela abaixo resume o desempenho das duas seleções em 2025 e início de 2026, antes da Copa do Mundo:
| Seleção | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Gols marcados | Gols sofridos | Sequência atual |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Colômbia | 12 | 9 | 3 | 0 | 26 | 9 | 10 jogos sem perder |
| Rep. Dem. do Congo | 11 | 5 | 4 | 2 | 14 | 11 | 4 jogos sem perder |
Os dados ajudam a entender por que a Colômbia é apontada como favorita para o duelo, mas não eliminam a possibilidade de uma zebra. Em Copas do Mundo, a primeira rodada costuma ter surpresas — e a República Democrática do Congo tem um histórico de jogar bem contra adversários que propõem o jogo, justamente o que a Colômbia fará.
Como o clima e o estádio influenciam
O jogo será disputado no Lincoln Financial Field, casa do Philadelphia Eagles na NFL. O estádio passou por reformas em 2025 e agora tem gramado natural com sistema de drenagem moderno e capacidade para 67 mil torcedores. A previsão do tempo para o dia 18 de junho indica sol com algumas nuvens, temperatura em torno de 28°C e umidade de 55%.
O calor e a umidade são fatores que pesam mais para a seleção africana, acostumada ao clima tropical de Kinshasa. Para a Colômbia, que vem de cidades de altitude como Bogotá e Medellín, a adaptação pode ser mais difícil nos primeiros 15 minutos. No entanto, Néstor Lorenzo optou por fazer a aclimatação em Miami durante 10 dias antes da estreia, o que deve reduzir o impacto.
A presença da torcida colombiana nos Estados Unidos é outro diferencial. Filadélfia e regiões próximas concentram uma comunidade imensa de imigrantes colombianos, e a expectativa é de que mais de 50 mil ingressos estejam nas mãos de torcedores vestindo a camisa amarela. Esse fator transforma um jogo em campo neutro em quase uma partida em casa para James, Díaz e companhia.
Qual o resultado mais provável?
A análise de desempenho recente e o estilo de jogo das duas equipes levam a uma projeção de vitória colombiana por placar apertado. A defesa da República Democrática do Congo é organizada e tem força física, mas comete falhas de posicionamento quando pressionada por pontas rápidos. Luis Díaz atuando pelo lado esquerdo tende a desequilibrar o confronto contra Gédéon Kalulu, que sofreu com dribladores nos amistosos preparatórios.
O mais plausível é um 2 a 0 para a Colômbia, com gols no segundo tempo. A seleção sul-americana costuma demorar um pouco para furar retrancas e forçar o erro adversário no cansaço. Yoane Wissa terá poucas chances claras — talvez uma ou duas em contra-ataques no primeiro tempo — mas encontrará uma defesa colombiana sólida, que não sofreu gols em 7 dos últimos 12 jogos.
É claro que futebol não é ciência exata. O que torna esse duelo interessante é exatamente o choque de estilos: uma seleção que quer a bola e dita o ritmo contra outra que prefere esperar e morder nos contra-ataques. Quem converter as chances do jeito que menos gosta de jogar — a Colômbia em transição rápida ou o Congo com posse longa — pode surpreender.
Por que o jogo pode ser decidido nos detalhes?
Porque as duas seleções têm pontos fortes muito claros, mas também limitações evidentes. A Colômbia depende de James Rodríguez para criar, e se ele for bem marcado, o time perde criatividade. A República Democrática do Congo precisa que Yoane Wissa esteja em um dia inspirado para capitalizar as poucas chances que terá. Além disso, a bola parada pode desequilibrar: a defesa colombiana ganhou mais de 70% das disputas aéreas nas Eliminatórias, mas os zagueiros congoleses têm altura e impulsão para ameaçar.
O primeiro gol será fundamental. Se a Colômbia marcar cedo, obriga o adversário a sair do sistema defensivo e abre espaços para contra-ataques. Se o Congo fizer 1 a 0, pode recuar ainda mais e jogar com o relógio. Em média, 68% das seleções que marcam primeiro em Copas do Mundo terminam vencendo a partida. Esse número é ainda maior quando o jogo é entre seleções de continentes diferentes e a diferença de ranking é superior a 40 posições.
E se o jogo terminar empatado?
Um empate não seria um mau resultado para a República Democrática do Congo, que ainda teria Coreia do Sul e Alemanha pela frente. Para a Colômbia, perder pontos na estreia aumentaria a pressão contra os alemães na segunda rodada e poderia complicar o sonho de terminar em primeiro do grupo. A probabilidade implícita de empate nos mercados de previsão gira em torno de 22%, um número razoável para um confronto de abertura de grupo.
O que esperar depois do apito final
Independentemente do resultado, Colômbia e República Democrática do Congo terão uma leitura mais clara sobre suas reais chances no torneio depois desse jogo. A Colômbia sonha em igualar ou superar a campanha de 2014, quando chegou às quartas de final com um futebol exuberante. O time atual é mais equilibrado, mas tem menos peças de reposição em caso de lesões. A República Democrática do Congo quer ao menos repetir 1974, ano em que participou do Mundial como Zaire e não passou da fase de grupos, mas voltou para casa com a experiência de disputar o maior torneio do planeta.
Se a Colômbia vencer, embala para enfrentar a Alemanha com confiança elevada e a classificação encaminhada. Se perder, entra em crise e precisa buscar resultado contra os alemães, um cenário que nem os mais otimistas desejam. Se o Congo ganhar, escreve o capítulo mais importante de sua história recente e passa a acreditar nas oitavas de final.
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Perguntas frequentes
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