Brasil na Copa de 2026: Ancelotti, Vini Jr. e o impacto de Neymar
Com técnico estrangeiro inédito, seleção busca o hexacampeonato nos EUA, México e Canadá
Por Redação Rumo ao Hexa

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A seleção brasileira chega ao Mundial de 2026 sob o comando inédito de Carlo Ancelotti, o primeiro treinador estrangeiro a dirigir o Brasil em Copas. O italiano assume um elenco estrelado, com Vinicius Junior e Neymar entre os protagonistas, buscando o hexa depois de 24 anos.
A Confederação Brasileira de Futebol quebrou uma tradição de mais de um século ao contratar Ancelotti após a saída de Tite, logo depois da eliminação nas quartas de final em 2022. O italiano de 66 anos acumula títulos por clubes como Real Madrid, Milan e Chelsea, mas nunca havia comandado uma seleção. A expectativa é que sua experiência em gestão de estrelas e leitura tática traga o equilíbrio que faltou nas últimas campanhas.
Por que Carlo Ancelotti foi escolhido para comandar o Brasil?
A CBF tentou nomes como Pep Guardiola e Jorge Jesus, mas encontrou em Ancelotti a combinação de disponibilidade e prestígio. Ele assumiu o cargo em julho de 2024, logo após conquistar a Champions League com o Real Madrid. Pesa a seu favor a capacidade de montar times ofensivos sem perder solidez defensiva — algo que o Brasil buscou com Tite, mas que se desfez contra adversários europeus em mata-matas.
Ancelotti nunca escondeu a admiração pelo futebol brasileiro. Em entrevistas, elogiou a criatividade dos jogadores e a profundidade do elenco. A missão agora é repetir em seleção o que fez nos clubes: dar liberdade para Vini Jr., Neymar e companhia, enquanto organiza a transição defensiva com volantes de contenção.
Como será o time titular com Vini Jr. e Neymar?
O dilema tático não é pequeno. Tanto Vini Jr. quanto Neymar rendem melhor partindo da ponta esquerda, mas Ancelotti deve adaptar um dos dois para funções mais centrais. Nas eliminatórias e amistosos preparatórios, Neymar atuou como meia-atacante, enquanto Vini manteve a faixa esquerda, com Rodrygo aberto pela direita. Endrick, de 19 anos, ganhou a vaga de centroavante.
Essa formação explora a velocidade de Vini, a visão de jogo de Neymar e o faro de gol de Endrick. A defesa conta com Alisson no gol, laterais experientes e uma dupla de zaga que mescla juventude e tarimba. Bruno Guimarães e João Gomes dão sustentação ao meio-campo, com capacidade de cobrir os avanços dos laterais.
Veja abaixo uma projeção do time titular, com base nas convocações recentes e no estilo de Ancelotti:
| Jogador | Posição | Clube na temporada 2025/26 | Idade em junho de 2026 |
|---|---|---|---|
| Alisson Becker | Goleiro | Liverpool | 33 |
| Danilo | Lateral-direito | Juventus | 34 |
| Marquinhos | Zagueiro | PSG | 32 |
| Gabriel Magalhães | Zagueiro | Arsenal | 28 |
| Guilherme Arana | Lateral-esquerdo | Atlético-MG | 29 |
| Bruno Guimarães | Volante | Newcastle | 28 |
| João Gomes | Volante | Wolverhampton | 25 |
| Neymar | Meia-atacante | Al-Hilal | 34 |
| Rodrygo | Ponta direita | Real Madrid | 25 |
| Vinicius Junior | Ponta esquerda | Real Madrid | 25 |
| Endrick | Centroavante | Real Madrid | 19 |
A idade avançada de alguns nomes não assusta Ancelotti, que sempre soube extrair o melhor de veteranos. No banco, Lucas Paquetá, Raphinha, Bremer e Bento são alternativas de peso.
O que significa ter um técnico estrangeiro pela primeira vez?
O debate foi intenso. Até a Copa de 2022, a CBF resistia à ideia, defendendo que a seleção deveria ser comandada por um brasileiro. No entanto, o jejum de títulos desde 2002 e a escassez de técnicos locais com experiência internacional mudaram o cenário. Ancelotti quebrou o tabu.
Essa mudança traz outra cultura de treino e análise de jogo. O italiano valoriza o controle da posse, mas com verticalidade — quer a bola no ataque em poucos toques. Para os jogadores, a adaptação foi rápida. Neymar afirmou em entrevista que "Ancelotti entende o jogador brasileiro" e que o estilo europeu não apaga a essência do drible e da improvisação.
A torcida abraçou a novidade. Nas redes sociais, a hashtag #AncelottiNaSeleção alcançou milhões de menções. A expectativa é que o hexa saia com a assinatura de um gringo, algo impensável uma década atrás.
Quais são os adversários do Brasil na primeira fase?
A Copa de 2026 terá 48 seleções e grupos com apenas três equipes. O sorteio ainda não foi realizado, mas o Brasil estará no pote 1, evitando os cabeças de chave. Ainda assim, os dois jogos iniciais serão decisivos: um tropeço pode custar a classificação, já que só os dois melhores de cada grupo avançam.
Historicamente, o Brasil costuma enfrentar europeus duros nas primeiras fases. Em 2022, caiu no grupo com Suíça e Sérvia. Em 2026, adversários como Dinamarca, Japão ou até uma seleção africana emergente podem surgir. Ancelotti insiste que o foco será "vencer os dois duelos e chegar com moral às oitavas".
Qual o peso da dupla Vini e Neymar na busca pelo hexa?
Os números explicam parte da resposta. Neymar é o maior artilheiro da história da seleção, com 79 gols. Apesar das lesões que o afastaram de parte das eliminatórias, voltou a jogar em alto nível no Al-Hilal e manteve a faixa de capitão. Já Vini Jr. vive o auge da carreira: na temporada 2024/25, marcou 26 gols pelo Real Madrid e foi decisivo na Liga dos Campeões.
Mas o entrosamento entre os dois gera dúvidas. Em campo, ambos preferem o lado esquerdo. Ancelotti testou Vini mais centralizado em alguns treinos, mas a solução mais equilibrada foi manter Vini na ponta e dar a Neymar a função de armador. Com a bola, Neymar flutua, abrindo corredores para Vini e Rodrygo.
A dúvida é física: Neymar chega aos 34 anos com histórico de lesões musculares. O técnico já sinalizou que pode poupá-lo em alguns jogos para tê-lo inteiro nas fases finais.
Afinal, Neymar ainda tem espaço entre os titulares?
Sim, mas não intocável. A renovação pede passagem, e Endrick surge como referência no ataque. Se Neymar não estiver 100%, Paquetá pode assumir a armação, deslocando Rodrygo para a esquerda e abrindo vaga para Raphinha na direita. Ancelotti gosta de ter opções — e isso aumenta a concorrência saudável.
O que esperar dos outros destaques do elenco?
Rodrygo é o curinga. Pode jogar nas duas pontas e até de falso 9, função que exerceu no Real Madrid na ausência de Benzema. Endrick, por sua vez, é a grande aposta ofensiva. Com 19 anos, o ex-Palmeiras já mostrou personalidade: marcou três gols nas eliminatórias e não se intimidou com a responsabilidade.
Na defesa, Gabriel Magalhães virou titular absoluto ao lado de Marquinhos. A dupla dá segurança pelo alto e na saída de bola. Bruno Guimarães e João Gomes formam uma dupla de volantes que combina passe e desarme, um equilíbrio que faltou em 2022.
Alisson, mesmo aos 33 anos, segue como um dos melhores goleiros do mundo. A experiência em Copas anteriores e a calma sob pressão são trunfos em mata-matas.
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Posso ver como o time se comporta sem Neymar?
Exatamente. Com Neymar, o Brasil tem o artilheiro histórico de 79 gols. Sem ele, o simulador mostra como os 24 anos de espera pelo hexa pesam nas probabilidades. É uma forma de entender o impacto do camisa 10 sem tirá-lo de campo de verdade.
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