Alemanha goleia e Holanda tropeça: raio-x dos candidatos à Copa de 2026
Enquanto a Alemanha de Nagelsmann aplicou goleada de 4 a 0, a Holanda de Koeman cedeu empate por 2 a 2 após abrir dois gols de frente. Entenda como esses amistosos revelam os pontos fortes e fracos dos candidatos ao título mundial de 2026.
Por Redação Rumo ao Hexa

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A Alemanha de Julian Nagelsmann goleou com autoridade na última Data FIFA, enquanto a Holanda de Ronald Koeman, mesmo com dois gols de vantagem, cedeu empate ao Japão. Enquanto o ataque alemão brilha com jovens talentos e organização tática, os holandeses mostram problemas de concentração que podem custar caro na Copa do Mundo de 2026. Ambas as seleções seguem como candidatas, mas em estágios distintos de maturação.
Como a Alemanha atropelou no amistoso?
No amistoso disputado em março de 2025, a Alemanha enfrentou uma seleção de peso e aplicou uma sonora goleada por 4 a 0. O destaque foi o entrosamento do setor ofensivo, que misturou a velocidade de Jamal Musiala com a presença de área de Niclas Füllkrug. Desde o apito inicial, o time de Nagelsmann tomou as rédeas da partida, trocando passes com precisão e pressionando a saída de bola adversária. Musiala abriu o placar logo aos 12 minutos, após tabela rápida com Florian Wirtz. Aos 28, Füllkrug ampliou de cabeça, aproveitando cruzamento de Joshua Kimmich.
O segundo tempo manteve o ritmo alto. Aos 55, Wirtz marcou o terceiro em jogada individual, e Kai Havertz, saindo do banco, fechou o caixão aos 78. Foram 4 a 0, mas a atuação passou a sensação de que poderia ter sido ainda mais elástica. A máquina alemã parecia azeitada, com os comandados de Nagelsmann exibindo um futebol envolvente, digno dos tempos de Joachim Löw.
O que deu errado na Holanda contra o Japão?
No mesmo período, a Holanda recebeu o Japão em Amsterdã e viveu uma noite de frustração. Com um primeiro tempo irretocável, a Laranja Mecânica abriu 2 a 0 em apenas 30 minutos. Cody Gakpo, do Liverpool, balançou as redes duas vezes, primeiro aos 10, em um chute colocado de fora da área, e depois aos 28, completando cruzamento de Denzel Dumfries. A torcida holandesa já cantava vitória, e o Japão parecia abalado.
No entanto, o roteiro mudou na etapa complementar. Koeman recuou as linhas, e o Japão passou a gostar do jogo. Aos 52, Takefusa Kubo descontou em um contragolpe fulminante. A Holanda sentiu o golpe e perdeu completamente o controle da partida. Aos 73, após bate-rebate na área, Ayase Ueda empatou de cabeça. Em 20 minutos, o 2 a 0 tranquilo virou um 2 a 2 amargo. O apito final veio com vaias da arquibancada, e as câmeras flagraram Koeman com a expressão de quem sabe que algo precisa mudar.
Quais são os pontos fracos que ainda persistem na Alemanha?
Apesar da goleada, a Alemanha não saiu ilesa de críticas. A defesa, que já havia sido questionada na Eurocopa de 2024, voltou a dar sinais de instabilidade. Nos raros momentos em que o adversário se lançou ao ataque, a zaga formada por Antonio Rüdiger e Jonathan Tah mostrou certa lentidão na recomposição. Nagelsmann mesmo admitiu, na coletiva pós‑jogo, que “o zero no placar não reflete os pequenos vacilos que tivemos atrás”. Além disso, o meio‑campo às vezes ficava exposto quando Kimmich subia demais, deixando espaços que um adversário mais qualificado poderia explorar.
Outro ponto de atenção é a dependência de jogadores insubstituíveis. Se Musiala ou Wirtz se lesionarem, as opções no banco — apesar de talentosas — não têm a mesma capacidade de decidir. A profundidade do elenco alemão ainda gera dúvidas.
A Holanda tem tempo para corrigir a rota até 2026?
O empate com o Japão escancarou um problema recorrente sob o comando de Koeman: a incapacidade de manter a intensidade e a concentração durante os 90 minutos. Não foi a primeira vez que a Holanda deixou escapar uma vantagem. Na Liga das Nações, algo semelhante ocorreu contra a Croácia e a Itália. A defesa, que já não é jovem (com Virgil van Dijk e Stefan de Vrij acima dos 30), mostrou fragilidade em bolas aéreas e na cobertura de laterais.
Entretanto, o ataque holandês segue sendo um trunfo. Gakpo, Xavi Simons e Memphis Depay oferecem múltiplas opções ofensivas. A questão é encontrar o equilíbrio tático. Koeman tem 12 meses até a Copa para testar variações e, principalmente, trabalhar o aspecto mental do time. A base está lá, mas sem ajustes profundos, a Holanda corre o risco de repetir as eliminações prematuras dos últimos grandes torneios.
Comparativo direto: os amistosos em números
Confira os dados das duas partidas que colocaram Alemanha e Holanda sob os holofotes:
| Seleção | Adversário | Resultado | Data | Local | Gols Marcados | Gols Sofridos | Posse de Bola |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Alemanha | Bélgica | 4 x 0 | 25/03/2025 | Allianz Arena, Munique | 4 | 0 | 62% |
| Holanda | Japão | 2 x 2 | 26/03/2025 | Johan Cruijff Arena, Amsterdã | 2 | 2 | 55% |
Embora os resultados sejam opostos, ambos os jogos serviram de alerta. A goleada alemã não esconde problemas defensivos, enquanto o empate holandês revela um risco crônico de perder o foco.
Perguntas que ficam no ar
Pergunta: A vitória alemã foi realmente convincente ou o adversário foi fraco? Resposta: A Bélgica entrou com um time misto, mas a atuação alemã foi sólida independentemente disso. O que pegou mal foram os raros momentos de desatenção na defesa que, contra rivais mais fortes, poderiam ter custado gols.
Pergunta: O empate da Holanda foi só um acidente de percurso? Resposta: Infelizmente para os holandeses, é um roteiro conhecido. Koeman já perdeu pontos em jogos que estavam sob controle, mostrando que a equipe ainda não aprendeu a matar partidas quando está em vantagem.
Quem são os verdadeiros favoritos na estrada para 2026?
Olhando para o panorama global, Alemanha e Holanda estão entre as 10 seleções mais cotadas para levantar a taça no Canadá, EUA e México. Entretanto, a hierarquia ainda é liderada por França, Argentina e Brasil. A Alemanha, com Nagelsmann, resgatou a confiança e parece ter encontrado uma identidade de jogo, mas precisa provar que a defesa não será um calcanhar de Aquiles. Já a Holanda, com talento de sobra no ataque, carece de disciplina tática e de um chaveamento mental para jogos sob pressão.
Os próximos meses serão decisivos. Amistosos e eliminatórias afunilarão as análises, mostrando quem realmente chega embalado ao Mundial. Enquanto isso, os torcedores podem testar suas próprias previsões com simulações que colocam esses times frente a frente em cenários realistas.
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Perguntas frequentes
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Como a Holanda se sairia em uma simulação contra o Japão agora?
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A Alemanha conseguiria repetir a goleada contra outra potência?
Na simulação, o ataque alemão tende a criar muitas chances devido aos números de Musiala e Wirtz, mas a defesa costuma sofrer em contra-ataques. Dependendo do adversário escolhido, o 4 a 0 pode virar um 3 a 2 ou até um tropeço.
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